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Sociedade

SIC detém cidadãos que tentavam vender ossadas humanas por um milhão de kwanzas

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O Serviço de Investigação Criminal (SIC) investiga um esquema de venda de ossadas humanas, tentada por dois cidadãos nacionais, detidos no município de Belize, interior da província de Cabinda.

Investigadores receberam informações de que dois cidadãos estariam a vender ossos, de corpo desenterrado do cemitério Perpétua Socorro, localizado no bairro Povo-Grande, município de Cabinda, sendo que os suspeitos foram vistos numa aldeia transfronteiriça denominada Mikongi, República do Congo.

De acordo com o comunicado do Ministério do Interior, ao qual o Correio da Kianda teve acesso, trata-se de dois cidadãos, de 20 e 27 anos, naturais de Cabinda e residentes no bairro Povo-Grande e um terceiro, em fuga. Os implicados se dirigiram ao cemitério Perpétua Socorro, ao túmulo de uma cidadã falecida aos 08 de Março passado, de onde retiraram os ossos.

Posteriormente, partiram da cidade capital da província, Cabinda, para a aldeia Maluango Zau, município do Belize, acompanhados das ossadas. Um dos integrantes ficou na aldeia, enquanto outro transpôs a linha fronteiriça em caminhos fiotes, ao encontro do comprador na aldeia de Mikongi, República do Congo, com quem manteve contacto, tendo combinado o valor de um milhão e quinhentos mil francos CFA, o equivalente ao mesmo valor em kwanzas.

Segundo afirmou o portador das ossadas, estando ele junto do comprador no local, munido do saco onde estavam os ossos viu, a escassos metros, o seu tio que se dirigia na sua direcção, pelo que se sentiu traído, tendo-se colocado em fuga com destino ao país de origem (Angola).

Perseguido pelo comprador e seus comparsas com a intenção de receberem o saco que portava, jogou-o na floresta, continuando em fuga até a aldeia de Maluago Zau, República de Angola, onde voltou a estar junto do cidadão com quem profanou o túmulo.

A informação vazou de um lado ao outro e os populares apercebendo-se da situação, prenderam-nos e os encaminharam às forças da ordem. Das diligências continuadas na cidade de Cabinda foi possível determinar o túmulo da finada, no cemitério Perpétua Socorro.

Questionados sobre o motivo da eleição daquele túmulo, estes referiam que foi por acaso, somente pautaram pelo tempo recomendado para a exumação que foi entre dois e três meses

O delegado municipal do Belize afirmou que o SIC municipal realiza trabalhos de investigação para esclarecer as circunstâncias do caso e determinar se há um possível esquema.

Por seu turno, o coordenador do bairro Povo-Grande referiu desconhecer o caso, acrescentando estar à disposição para colaborar com as investigações.

Os implicados detidos serão presentes ao Ministério Público para a legalização das prisões, enquanto decorrem diligências para a localização do terceiro suspeito.