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O que seria da prostituição se Pompeia não fosse “soterrada” por uma erupção?

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Jamais a prostituição feminina e masculina esteve tão desenvolvida e disseminada como em Pompeia, outrora uma cidade do Império Romano, situada a 22 km da cidade de Nápoles, Itália, no território do actual município de Pompeia.

Naquela circunscrição do século VI – VII, o exercício da profissão não era, nem legal, nem moralmente reprimido, pelo contrário, era incentivado pelos ricos, poderosos e autoridades governamentais que, dado o seu desgosto pela mesma mulher (esposa), às vezes a emprestava aos gladiadores (lutadores da arena) prediletos.

Para além de os homens procurarem manter relações sexuais com várias senhoras, havia também as mulheres ricas ou esposas de poderosos cheios de gladiadores em casa, que, às noites, ou nas ausências dos esposos, mantinham relações sexuais com os lutadores mais hábeis.

Segundo os relatos, as ruas de Pompeia estavam empanturradas de “Lupanar” – termo que designava prostíbulos na Roma antiga, foi, na verdade, o nome atribuído ao mais famoso dos bordéis localizados nas ruínas da cidade romana de Pompeia. É um sítio arqueológico de interesse particular devido às pinturas eróticas que cobrem suas paredes.

No caso vertente, Pompeia tinha 35 lupanares. Dada a população de dez mil na cidade, haveria um bordel para cada 286 habitantes. Ora, boa parte dos bordéis era de ricos e generais que ali atiravam para trabalhar, quase todas aquelas mulheres feitas cativas, após a tomada de suas terras de origem.

Em Pompeia, a prostituição gerou tanto dinheiro, que até o Estado passou a pintar os pisos e alguns muros da cidade com imagens de pénis, “vaginas”, bem como de casal de relacionando.

Por sua vez, os fabricantes de copo, louças e mobiliários, não se deixaram ficar de detrás, e passaram a fabricar os objetos supra com imagens de homens e mulheres expondo sua nudez, inclusive de casal em atividade sexual.

Vulcão retrocedeu a evolução da prostituição

Após alguns anos, a vida erótica de Pompeia foi “repelida” pela erupção do vulcão Vesúvio em 79, que provocou uma intensa chuva de cinzas que acabou sepultando completamente a cidade. Ela se manteve oculta por 1600 anos, até ser reencontrada por acaso em 1748.

Ora, de acordo aos relatos, o Vesúvio espalhou uma nuvem mortal de rochas, cinzas e fumaça a uma altura de mais de 30 quilômetros, cuspindo lava e púmice a uma proporção de 1.5 milhão de toneladas por segundo e liberando no total uma energia térmica centenas de milhares de vezes maior do que a do bombardeamento de Hiroshima.

Em consequência, estima-se que 16,000 cidadãos de Pompeia e Herculano morreram devido ao fluxo piroclástico hidrotermal de temperaturas superiores a 700 °C. Desde 1860, quando escavações sistemáticas passaram a ser realizadas em Pompeia, os arqueólogos descobriram nos limites da cidade, as cascas petrificadas dos corpos decompostos de 1,044 vítimas. Segundo reputados arqueólogos, as cinzas e lama protegeram as construções e objetos dos efeitos do tempo, moldando também os corpos das vítimas, o que fez com que fossem encontradas do modo exacto como foram atingidas pela erupção. Desde então, as escavações proporcionaram um sítio arqueológico extraordinário, que possibilita uma visão detalhada na vida de uma cidade dos tempos da Roma antiga, marcada pela violência nas arenas e excessiva sensualidade.

Eis a pergunta que não se que calar: “O que seria hoje da prostituição caso Pompeia não fosse sepultada pela erupção”?

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