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Entrevista

Separadores metálicos elevam risco de acidentes rodoviários, alerta especialista 

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O engenheiro de construção e obras de engenharia, Adilson Cambiete, alerta que a colocação de separadores metálicos é um perigo à circulação rodoviária, pelo facto de provocarem acidentes de viação. O especialista fez essa observação ao olhar para as obras de restauro que estão a ser feitas em todas estradas nacionais, com realce pata Luanda, a capital do país.

Ao Correio da Kianda, o engenheiro civil começou por dizer que o preocupante número de mortes que se registam nas estradas do país requer um esforço de sensibilização permanente dos utentes das vias, em especial, automobilistas e motociclistas, bem como dos peões e a implementação de medidas de prevenção e minimização de riscos nas próprias estradas.

“Como engenheiro de construção civil e obras de engenharia, tenho conhecimento de que a escolha dos materiais a utilizar nos separadores de vias é um dos aspectos fundamentais a ter em conta na segurança rodoviária. Hoje, é consensual que o recurso aos separadores ou barreiras metálicas em aço comporta um conjunto de riscos, sobretudo em relação aos motociclistas e acidentes graves, havendo assim vantagens óbvias em recorrer aos chamados separadores New Jersey”, observou.

Disse ainda que cada vez mais, observa-se um pouco por todo o mundo, tem vindo a verificar-se em muitas vias, sobretudo nas mais movimentadas, o recurso às barreiras New Jersey como separadores de faixas de rodagem, em detrimento das metálicas de aço, por oferecerem muito mais segurança a todos os níveis. Angola também, segundo o especialista, já adoptou a medida, pelo que em Luanda já se observam o seu uso em vias de acesso ao Novo Aeroporto Internacional de Luanda (NAIL), nomeadamente na Av. Fidel Castro (Via Expressa), “onde percebe-se que as obras avançam a bom ritmo e nas quais a segurança de automobilistas, motociclistas e peões é uma prioridade”.

Adilson Cambiente considera acertada a medida, por parte do governo angolano, a sua adopção, pelo que a opção passa precisamente pelo recurso a este novo material como separador das vias – as barreiras New Jersey. “As barreiras metálicas, repito, oferecem sérios riscos a motociclistas – em casos extremos, são responsáveis por dilacerações de membros”, frisou.

Assim, em Luanda, nesta via, houve a necessidade de rever o conceito de protecção, também a pensar nos ocupantes deste tipo de veículos.

“O diferencial deste dispositivo consiste no seu perfil, que evita que o veículo capote no momento da colisão”, afirmou.

Acrescentou ainda que estes separadores garantem o reforço à segurança dos automobilistas, sendo projectados com intuito de evitar acidentes de carácter mais grave, através da absorção da energia do impacto de um veículo, o que, por sua vez, promove a desaceleração, bem como a recondução automática do mesmo à via, com o mínimo de dano sofrido.

“Um exemplo prático deste tipo de situação é prevenir que um carro colida, atravesse o separador central, invada a outra faixa de rodagem e entre em choque frontal com outro veículo”, disse.

Outras situações que podem ser evitadas com a utilização dessas barreiras são a queda de veículos em barrancos e a colisão contra postes e árvores.

“É bom saber que as autoridades e construtoras, estão a levar a segurança rodoviária cada vez mais a sério e que estão a projectar esta importante acessibilidade tendo em conta os padrões de segurança a que recorrem os países mais avançados do mundo”, referiu.

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