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Sem receios dos EUA – Rússia adverte ponderar ataques a países ocidentais

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Kremlin pode vir a realizar ataques militares preventivos a determinados países ocidentais. Essa possibilidade foi sugerida nessa quinta-feira, 17, pelo ex-presidente russo e actual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, através da agência russa TASS.

Dmitry Medvedev argumentou como razão para essa opção o facto de os países ocidentais terem intensificado a ajuda militar à Ucrânia com envio de armas e outros equipamentos.

A aprovação de envio de armas com sofisticação e em quantidade necessária retomou após Donald Trump, o presidente dos EUA, ter notado, depois de ter afastado do país da Ucrânia, que Vladimir Putin e a Rússia estão alegadamente obstinados na sua solução de paz, que passa pela ocupação política e jurídica, com reconhecimento internacional das circunscrições que já ocupou, a desmilitarização da Ucrânia, e garantia de que o país vizinho não se vai juntar a NATO, a maior aliança militar do mundo.

E para Medvedev, essa nova retoma de apoio em força para a Kiev deve merecer a atenção de que, nas palavras de Medvedev, não deve ficar parado.

“Se necessário deve agir e atacar o Ocidente com ataques preventivos”, defendeu Dmitry Medvedev, sem nomear os países que podem vir a ser os primeiros alvos.

Vale referir o termo ocidente, que geograficamente é a parte oposta ao oriente, ganhou, ao longo dos anos, uma conotação política e civilizacional – e é hoje, de forma alargada, liderada pelos EUA, a maior potência militar e económica global, mas cujo poder tem sido posto em causa sobretudo pela Rússia, que é a mais poderosa potência nuclear do planeta.

Registos indicam que a Rússia, antes da nova ascensão de Donald Trump à Casa Branca, em 2024, tinha margens condicionadas no teatro das operações, dado que a Ucrânia detinha presença tecnológica e física significativa em diferentes pontos.

Portanto, a situação inverteu-se tão logo Donald Trump, diferente de seu antecessor Joe Biden, suspendeu a assistência em matéria de inteligência que Washington prestava a Kiev, facto que permitia aos ucranianos terem uma observação ampla das posições dos russos; além de ter igualmente reduzido, e mais tarde suspenso o envio de armas americanas.

Nessa altura, assistiu-se a um aumento de bombardeamentos russos, que derrubaram as barreiras humanas ucranianas, tendo a capital passado a ser um dos alvos preferenciais.

Donald Trump havia optado pela decisão supra visando atrair a confiança ao homólogo russo, Vladimir Putin, mas Putin, não se deixou levar, pelo contrário, aproveitou aquela janela de oportunidade, e fustigou betalmente a Ucrânia.

A decisão de Putin, entretanto, veio, na perspectiva de diferentes analistas ocidentais, dar razão aos países da Europa, que advertiam Trump, de que a Rússia não iria aceitar a paz com acções pacíficas, mas com apoios claros de fortalecimento das forças armadas ucranianas.

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