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Seis pessoas mais ricas do Brasil têm uma riqueza equivalente a 100 milhões de brasileiros

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“O Brasil permanece com um dos piores países do mundo em matéria de desigualdade de rendimento e tem mais de 16 milhões de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza”, indicou o estudo “A Distância que nos Une”, elaborado pela organização não-governamental (ONG) Oxfam Brasil.

A ONG alertou que a tendência é “ainda mais preocupante” porque, segundo as projecções do Banco Mundial, o Brasil poderá ter mais 3,6 milhões de pobres até ao final deste ano.

“É importante que a sociedade brasileira tenha em conta que estamos a construir um futuro com dois níveis: os cidadãos de primeira e os de segunda categoria. Aqueles que têm e aqueles que não têm”, afirmou à agência de notícias EFE Kátia Maia, directora–executiva de Oxfam Brasil.

A responsável da organização reconheceu os progressos conseguidos em matéria social nas últimas décadas, mas advertiu sobre o perigo que se vive no actual contexto de crise económica e das reformas de corte liberal empreendidas pelo Governo do Presidente Michel Temer.

A Oxfam denunciou que no Brasil “uma pessoa que recebe um salário mínimo mensal (cerca de 250 euros) precisaria trabalhar quatro anos para ganhar o mesmo que 1% da população mais rica ganha em média num mês” e 19 anos, na mesma comparação, em relação aos 0,1% de milionários.

“Existe uma evidente e acelerada redução do papel do Estado na redistribuição dos recursos na nossa sociedade, o que aponta para um novo ciclo de aumento das desigualdades”, acrescentou o estudo.

Dentro da desigualdade “extrema” que apresenta o país, segundo o relatório, as mulheres só terão um rendimento equiparado aos homens em 2047, enquanto os negros ganharão o mesmo que os brancos somente em 2089, mantendo-se a tendência dos últimos anos.

No entanto, o Brasil precisaria 75 anos para atingir o nível actual de desigualdade existente no Reino Unido.

A Oxfam indicou como factores das enormes diferenças no país “o sistema tributário regressivo que pesa fortemente sobre a classe média e mais pobre”, a “discriminação” por raça e género e a “falta de espírito democrático do sistema político, que concentra o poder e é altamente propenso à corrupção”.

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