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Segundo plano para “queda final” de ACJ é avançar como candidato único, revela fonte na UNITA

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Faltando pouco menos de dois dias para o encerramento de entrega de candidaturas à comissão organizadora do XIII Congresso da UNITA para corrida à presidência deste partido, só Adalberto Costa Júnior, até ao momento, manifestou publicamente interesse de concorrer, e poderá apresentá-lo já nesta quarta-feira, 10, junto da comissão preparatória do conclave.

Uma fonte bem posicionada do partido UNITA, ligada a “ala” de Isaías Samakuva, revelou ao Correio da Kianda que não é verdade que no seu grupo não haja figuras que tenham intenção de concorrer. Segundo ele, a não manifestação de nenhum, configura-se na estratégia que deverá ser aplicada ao Adalberto Costa Júnior, caso o Tribunal Constitucional, através do processo crime que decorre junto da PGR, apresentado por Ruí Galhardo Silva, decida antes da realização do Congresso, a proibição de ocupar qualquer cargo político durante um período de tempo.

“Vamos permitir que ele avance sozinho e nós aplicaremos a última estratégia e por acreditamos que o congresso será novamente anulado por incumprimento das normas exigidas legalmente”.

O núcleo duro ligado à Samakuva continua de “pé cal“, na não aceitação de ACJ na liderança do “Galo Negro”, por supostamente ser uma “ala” não conservadora dos ideais do presidente fundador Jonas Savimbi e estar composto maioritariamente por ex-membros da extinta UNITA renovada.

A nossa fonte disse ainda que antes da realização do XIII Congresso, a PGR e o TC deverão se pronunciar sobre a decisão e o futuro político de ACJ, nos próximos três anos. Acreditando numa eventual anulação, quer da última reunião da comissão politica, requerida por altos dirigentes deste partido, e quer através dos órgãos de justiça, através de um processo crime junto da PGR, que deverá proibir ACJ de concorrer por alegada acusação de crime de tentativa de homicídio a Ruí Garlhado Silva.

A última carta assinada por altos dirigentes dos “maninhos”, que pedem a impugnação da reunião da Comissão Política, que convocou a realização do Congresso para os dias 2 e 4 de Dezembro, demonstra claramente a crise interna instalada neste partido.

Quanto às acusações das partes receberem financiamento pelas duas correntes no partido no poder, a fonte explicou que são meras especulações entre as “alas”, para que uma tenha mais simpatia aos cidadãos. “Pelo que sei, até ao momento não vi ninguém a receber dinheiro pelso marimbondos e nós que estamos a ser acusados de receber por parte de João Lourenço”, frisou.

Aquilo que vocês têm acompanhado fora é pouco menos do que tem acontecido aqui internamente. Tudo por aqui está uma confusão, até ao momento não há entendimento entre os interessados neste processo. Só por isso, até lá, o mais velho Samakuva deverá continuar a dirigir o partido.

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