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Politica

Segundo mandato de João Lourenço gera dúvidas entre os Camaradas

Redação

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O Congresso Ordinário do MPLA está previsto para o próximo ano de 2021, e as eleições gerais para  o ano de 2022. A possibilidade de um segundo mandato do presidente da República e do MPLA, João Lourenço, tem movimentado nos bastidores, no seio dos camaradas, um aceso debate, associado a um ceticismo, a respeito de uma segunda candidatura de João Lourenço para a liderança do MPLA e do país.

Apesar da constituição dar ao JLO, a prerrogativa de fazer um segundo mandato como Presidente da República, alguns militantes e dirigentes do MPLA, equacionam a possibilidade de Lourenço, não vir a fazer o segundo mandato, por considerarem que o actual líder dos camaradas falhou em todos os seus programa de bandeira, quer ao nível do partido, quer ao nível da República.

Para os defensores da não recandidatura de JLO ou “Deng Xiaoping”, como é também tratado pelos seus colaboradores mais próximos, Lourenço perdeu uma das suas principais batalha, que é a luta contra corrupção, pelo facto de Ministros e Governadores escolhidos por si, continuarem empenhados em delapidar o erário público”. Os defensores desta tese, vão mais longe, dizendo mesmo que, o combate a Corrupção de JLO, dividiu o partido, e foi o pretexto para Lourenço afastar os possíveis adversários interno.

Fonte bem informada no Kremlin, como é também tratada a sede do MPLA, dizem que é notável a ausência de Lourenço na sede Nacional, uma situação que tem levantado vários questionamentos de quadros e dirigentes do aparelho Central do partido.

“O partido anda sob responsabilidade da camarada Luisa Damião, Vice-presidente do MPLA. O presidente José Eduardo dos Santos, tirava sempre um dia da semana, para se dedicar ao partido, algo que não notamos no camarada presidente João Lourenço”. Disse um dos quadros da sede Nacional, que pediu para não ser identificado.

Um memorando, em posse do Correio da Kianda, aponta os discursos agressivos, associados a alguma petulância, e a forma como Lourenço tratou publicamente o seu antecessor,  como sendo um dos factores que contribuíram para animosidade nas relações com o gigante asiático, bem como o fracasso da política externa no geral, e na captação de investidores estrangeiros.

O aumento significativo de descontentamentos, e que se estendeu aos órgãos castrenses, veio avolumar o debate, cuja a discussão, pelo andar da “carruagem”, deverá estender-se até ao próximo congresso Ordinário dos camaradas.

É caso para dizer, que, para os defensores desta tese, resta-lhes apenas uma saída. Darem a cara e enfrentar Lourenço no próximo congresso do partido.

Quanto ao João Lourenço; Precisa fazer mais. Precisa provar ao pais, que a luta contra corrupção não é selectiva, precisa provar a supostos adversários abstruso, que  não perdeu o leme do navio, e que com ele (JLO), Angola e o MPLA, deverão somar novas vitorias.

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