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Politica

Sector não petrolífero deverá crescer 4,6 % em 2024, prevê Executivo

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O sector não petrolífero deverá crescer em torno de 4,6 % em 2024, enquanto que o Produto Interno Bruto (PIB) deverá crescer 2,8%, devido o impacto negativo do sector petrolífero, que deverá recuar 2,5%, segundo informações da mensagem enviada pelo Presidente da República, João Lourenço, esta quarta-feira, 15, à Assembleia Nacional.

Apresentado pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, por ocasião da apreciação do Orçamento Geral do Estado para o exercício Económico de 2024, de acordo com o documento, o Governo espera um atenuar da inflação no próximo ano, “mas deverá manter-se ainda acima de um dígito, por isso continuarão as reformas estruturais relevantes, incluindo a utilização progressiva de subsídios operacionais e de subvenções a preços”, leu, José de Lima Massano.

Outro ponto destacado pelo Chefe do poder Executivo é o facto do OGE 2024 prestar “uma atenção especial a redução das desigualdades sociais, procurando proteger os rendimentos das famílias e dos trabalhadores”.

“A proposta orçamental concentra no sector social um peso de 20%, apenas superado pelo serviço da dívida. Os programas de assistência social aos mais vulneráveis, a melhoria de acesso à saúde e ao ensino, o combate à subnutrição, bem como a promoção do empoderamento económico das mulheres merecem particular destaque no próximo ano”, destaca a mensagem.

João Lourenço ressaltou, igualmente, que “as iniciativas definidas pelo Executivo para tornar Angola numa nação próspera, de paz, justiça e progresso social, passam fundamentalmente pelo crescimento do sector não petrolífero. Assim, serão adoptadas uma série de medidas, baseadas na obrigatoriedade de compra, por entidades públicas, de produtos Feito em Angola, na definição de preços mínimos garantidos para bens essenciais produzidos no país, cuja operacionalização terá início com a campanha agrícola 2023-2024”.

Para tanto, “além da facilitação ao acesso ao crédito, através da capitalização do Banco de Desenvolvimento Angolano (BDA) e do Fundo de Desenvolvimento agrícola, em que serão disponibilizadas garantias soberanas no total de 334 mil milhões de kwanzas, o sector empresarial privado terá oportunidades de negócio determinantes na oferta de bens e serviços em quantidade e qualidade adequadas, sobretudo no agro-negócio e na indústria transformadora, com o investimento no corredor do Lobito”, ressaltou a mensagem do Presidente da República.