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Politica

“Se o MPLA ganhar em 2022 vai mergulhar o país num caos”, afirma líder do PRS

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A afirmação é do político do Partido de Renovação Social (PRS), Sapalo António, que entende que o MPLA, partido que governa o país desde a Independência, em 1975, não pode vencer as eleições gerais previstas para 2022, sob pena de “mergulhar o país num caos”. Para sustentar as suas afirmações apoia-se na actual crise económica que o país enfrenta bem como no facto de passados exactos quatro anos desde as últimas eleições, não terem sido cumpridas todas as promessas eleitorais de 2017.

A não criação dos 500 mil novos empregos, a não transformação da cidade de Benguela em Califórnia, bem como a não realização das primeiras eleições autárquicas no país, prometidas pelo actual presidente da República, são apontados por Sapalo António como provas que mostram que o partido dos Camaradas não pode voltar a ganhar as próximas eleições.

“Primeiro é que o MPLA vai se esforçar para ganhar por força e se assim acontecer, o MPLA vai conduzir o país para uma situação muito complicada”, referiu, acrescentando que o MPLA só poderá vencer as eleições, se for através da vontade popular por meio do voto. “Agora se for através de fraude então não venceu, usurpou. Portanto, se o MPLA se manter no poder, quer pelo voto popular ou pela fraude, significa mergulhar Angola num caos”.

O político considerou ainda o partido MPLA como não sendo democrático. “Em países democráticos o próprio MPLA já devia estar convencido que não ganharia (as eleições)”, disse, justificando que “neste momento não existe condições nenhumas para o MPLA ganhar”.

Referiu também que para um país desenvolver-se, depende da democracia em vigor nesse país e a efetivação da democracia depende do regime governante, e “o regime governante em Angola é apologista do eunismo”. A democracia, continuou, “caracteriza-se pela liberdade, e a liberdade significa a existência de preferências, de transparência, de várias formas de pensamento e fundamentalmente na mudança”, o que na sua visão, aliados a governação centralizada, constituem factores que demonstram que com o MPLA no poder o desenvolvimento socioeconómico e político não se efectivará.

Indagado a comentar sobre situação social do país, nos quatro anos de João Lourenço como Presidente da República, o também docente universitário disse que Angola “Angola registou uma mudança para pior, por não ter sido uma mudança positiva para a sociedade angolana, mas sim uma mudança com efeitos negativos para o país e para a sociedade”.

Apontou ainda como factores que demonstram a incapacidade do MPLA em continuar a governar o país, o estado em que se encontram as estradas secundarias, terciarias e primarias, a produção nacional, que as caracterizou de péssimas. “Como fuga“ da não resolução destes problemas “preferiu fazer a divisão administrativa do país para desviar a atenção e esqueceu-se que quando estamos a falar da divisão administrativa envolve gastos”.

Ao olhar para o slogan “Melhorar o que está bem e corrigir o que está mal”, o antigo Presidente do Grupo Parlamentar do PRS entende que o MPLA fez o contrário, pois “piorou o que estava mal”.