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Satélite vai estudar realidade da seca no sul

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O Gabinete de Gestão do Programa Espacial (GGPEN) vai nos próximos dias apresentar estudos quantitativos do volume de água dos rios, das bacias hidrográficas e de precipitação num determinado período do ano, com recurso a satélites, para mitigar sofrimentos das populações em período de seca.

Este estudo prevê identificar as fontes hídricas superficiais, determinar a taxa de ocupação do solo, densidade populacional, analisar o histórico das precipitações na região, dos índices de vegetação, e prever e monitoruzar a seca.

A informação foi avançada hoje, em Luanda, pelo director-geral do GGPEN, Zolana Joao, quando falava à imprensa à margem da palestra sobre ”Explorador de dados de satélites para o monitoramento da seca”, lançado a 13 deste mês, em Ondjiva – Cunene pelo Ministério das Telecomunicações e Tecnologias da Informação (MTTI).

De acordo com o responsável, trata-se de um trabalho árduo que envolve cientistas nacionais e internacionais, bem como especialistas do Inamet, GGPEN, das universidades angolanas e dos ministérios do Ambiente e do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, que vão estudar os solos, climas, precipitações, aquíferos, afluentes, divisórias de águas, estuários, entre outros, para compreenderem bem que tipo de seca há em Angola.

“Os problemas associados à seca podem ser prevenidos, tal como os exemplos internacionais que os especialistas trazem do resto do mundo como do Brasil, Marrocos, Tunísia, EUA, entre outros, e com imagem de satélite, com técnicas que indicam falta de água, que servem de alerta para o Executivo para acautelar tais situações”, disse.

Para si, o estudo não vai acabar com o problema, mas vai passar a fornecer informações antecipadas que vão permitir os governos locais e o central tomar decisões mais acertadas tendo em conta as informações climáticas (falta ou diminuição de água) fornecidas e assim se antecipar com medidas cautelares, sim descurar informações dos residentes de zonas de estiagem.

A investigadora principal do projecto é a professora doutora (PhD), Danielle Wood, que actua como professora no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA – melhor Universidade de Engenharia do mundo.

A primeira mulher negra a trabalhar para a NASA, destacou na sua intervenção no acto de lançamento do projecto de utilização do satélite de observação da terra, que permite a previsão do caudal dos rios, estudo do solo, vegetação e a localização da população afectada pela seca.

Danielle Wood está animada em trabalhar neste grande projecto, liderando um grupo de pesquisa que usa os satélites para resolver problemas complexos na terra, projectando sistemas inovadores que aproveitam a tecnologia espacial para resolver os desafios do desenvolvimento em todo o mundo.

Antes de actuar como docente no MIT, a professora Wood ocupou vários cargos na sede da NASA. Obteve o seu doutoramento em engenharia aeronáutica e aeroespacial no MIT.

Durante o tempo de Estiagem já foram reabilitados furos de água e construídas 89 chimpacas para dar de beber o gado e irrigação de campos agrícolas.

De acordo com dados do Programa Emergencial de Combate à Seca no Sul de Angola, actualmente, 1,3 milhões de pessoas estão afectadas pela seca nas províncias do Cunene, Namibe, Huíla e Cuando Cubango.

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