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Sarampo preocupa em Viana, mas casos de malária caem de forma significativa

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O município de Viana vive um duplo cenário no campo da saúde pública, por um lado, o registo de três mortes e mais de 200 casos de sarampo nas últimas semanas; por outro, uma redução expressiva da malária, principal causa de morte em Angola.

A informação foi avançada em exclusivo à Rádio Correio da Kianda pela directora municipal da Saúde, Rosa Manuel, que garantiu que as autoridades estão a atuar em duas frentes. “Estamos a trabalhar com equipas no terreno, com foco na vacinação e na sensibilização da comunidade, para evitar que o surto de sarampo ganhe maiores proporções”, disse.

Apesar do alerta em torno da nova epidemia, Rosa Manuel sublinhou uma evolução positiva. “A malária registou uma queda significativa no município, tanto em número de casos como de óbitos, o que é um sinal encorajador do trabalho que tem vindo a ser feito”, destacou.

Ainda assim, especialistas alertam que a melhoria nos indicadores da malária não deve esconder as fragilidades estruturais. Para o especialista em saúde pública Jeremias Agostinho, a eclosão do sarampo é reflexo de deficiências mais profundas. “Enquanto não houver investimentos sérios em saneamento, vamos continuar a enfrentar este tipo de epidemias”, advertiu.

Jeremias, acrescentou que o próprio Orçamento Geral do Estado não garante ainda a robustez necessária ao sector: “A verba destinada à saúde é insuficiente. É urgente reforçar os recursos para prevenção e resposta às doenças”.

Com bairros populosos e com graves lacunas de saneamento, como  Estalagem, Viana continua a ser terreno fértil para surtos epidemiológicos. Autoridades reforçam agora a vacinação contra o sarampo, mas celebram também os resultados animadores no combate à malária.

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