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Desporto

São Silvestre de Luanda: evento desportivo congrega mais de três mil atletas

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A prova desportiva que reúne o maior número de atletas no país, vai passar pelas avenidas Amílcar Cabral, Revolução de Outubro, Ho-Chi-Minh, Alameda Manuel Van-Dúnem, Largo do Kinaxixi, Rua da Missão, Avenida 4 de Fevereiro, Largo do Baleizão, Rua Francisco das Necessidades e meta no Estádio dos Coqueiros.

O vencedor da última edição, o queniano Raphael Oleki, com a marca de 31 minutos , desembarca apenas hoje em Luanda  por volta do meio-dia. De acordo com Bernardo João, questões relacionadas com os voos de ligação estão na base da chegada tardia do fundista.

Resta saber se o detentor do título estará à altura do desafio, face o desgaste que acarretam esse tipo de provas.

Especialistas recomendam que,  para mitigar essas consequências, os atletas devem planear as viagens com antecedência, considerando o tempo de recuperação, ajustando gradualmente aos novos fusos horários, além de manter uma hidratação adequada e cuidando da nutrição.

Estratégias como a adaptação ao novo ambiente, a realização de exercícios leves após a chegada e a manutenção de uma boa higiene do sono também são importantes. Em última análise, uma abordagem cuidadosa e individualizada é essencial para optimizar o desempenho após uma viagem longa antes de uma competição de dez quilómetros.

A nível nacional os olhos estão voltados para o António Teko, afecto ao Núcleo Bichos do Mato, depois de ter subido ao segundo lugar do pódio, no ano passado, tendo ficado a 18 segundos de vencedor. Alexandre João do Interclube (terceiro classificado), assim como a companheira de agremiação, Ernestina Paulino que bateu a concorrência na 66ª edição e subiu ao primeiro lugar do pódio.

Sábado, durante a conferência de imprensa, realizada no auditório da Federação Angolana de Futebol, que assinalou o encerramento dos preparativos, foram apresentados os atletas estrangeiros, em ambos os sexos, que já se encontravam em território nacional.

São eles: Helean Johannes, Daniel Paulus (Namíbia), Abraham Baraki (Etiópia),  Rutendo Myahora, Moses Tarakinnyu (Zimbabwe), Rita Francisco, Nazareno Domingos e Laíssa Manuel (Moçambique). Por chegar ontem estavam os representantes das Ilhas Maurícias, Somália, e hoje os atletas quenianos.

O agrimensor da World Athletics, João Antunes está em Luanda para fiscalizar o percurso e dar o aval internacional à tradicional corrida.

Por outro lado, quatro angolanos estão a beneficiar de uma formação do género a ser ministrada por João Antunes no sentido de o país passar a ter independência de medidores de percursos.

As delegações das províncias da Huíla, Benguela, Huambo, Malanje, Bié, Cabinda, Uíge, e outras estão por confirmar.

De acordo com Bernardo João, cada província deverá estar representada por dois atletas cada, sendo um atleta masculino, outra feminina e um chefe de delegação ou treinador.

“Caso queiram aumentar o nível de representação, devem custear a viagem a estadia de cada elemento extra. Trata-se de uma prova aberta , e cada associação é livre de trazer o número de atletas que pretender”, referiu o presidente da Federação Angolana de Atletismo.

Nos últimos dias, a comissão organizadora da Federação e técnicos do Governo Provincial de Luanda fizeram quatro vistorias ao percurso, e no entender de Bernardo João, o traçado está à altura para albergar a corrida.

 

C/JA

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