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Politica

SADC inicia envio de militares para combate aos grupos armados no leste da RDC

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A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) pretende assumir a liderança nos esforços de mobilização de recursos para facilitar a paz e a segurança na República Democrática do Congo (RDC), com envio de contingentes militares para a sua missão, que já teve início, e o reavivamento de discussões para estabelecer e operacionalizar o Fundo da Paz e envolver parceiros internacionais de cooperação.

A informação foi avançada esta quarta-feira, 14, pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, em Addis Ababa, à margem dos trabalhos da 44.ª sessão ordinária do Conselho Executivo da União Africana (UA), iniciada ontem, na capital da Etiópia.

A missão da SADC na República Democrática do Congo (SAMIDRC) foi decidida, a 15 de Dezembro de 2023, para apoiar o Governo da RDC a restaurar a paz e a segurança no leste do país face às acções do M23.

Neste momento, avançou, a África do Sul, o Malawi e a Tanzânia são os países da região que lançaram o desdobramento de contingentes militares, na RDC, no âmbito das decisões tomadas pelos chefes de Estado da região.

“Trata-se de uma obrigação dos Estados-membros da SADC contribuir com contingentes para a RDC, à semelhança do que aconteceu com Moçambique, no cumprimento de uma decisão dos chefes de Estado e de Governo SADC”, disse.

Enquanto força regional, a SAMIDRC deve trabalhar em conjunto com as Forças Armadas da RDC (FARDC) no combate aos grupos armados que operam no leste do país.

A cidade capital de Addis-Ababa, República Democrática Federal da Etiópia, acolhe desde a manhã desta quarta-feira, 14, a 44ª Sessão Ordinária do Conselho Executivo da União Africana.

O evento está a abordar a situação geral do Conselho Executivo da UA, bem como aspectos relacionados com a realização da 37ª Sessão Ordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, a ter lugar nos dias 17 e 18 do corrente mês em Addis Ababa.

Angola está representada, até o momento, pelos ministros Téte António, Relações Exteriores, Rui Minguês de Oliveira, Indústria e Comércio, e Victor Hugo Guilherme, Planeamento, e por José Maria de Lima, Secretário de Estado para a Defesa Nacional.

Com Angop