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Rússia: “Temos provas irrefutáveis de que ataque químico foi encenado”

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ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou esta sexta-feira que o alegado ataque químico em Douma, no passado sábado, que causou dezenas de mortos foi “encenado”.

“Temos provas irrefutáveis de que este foi outro acontecimento encenado, e que os serviços secretos de um determinado estado, que agora está à frente de uma campanha russófoba, estão envolvidos nele”, disse Lavrov, sem precisar de que país estava a falar.

O ministro russo advertiu ainda que uma intervenção militar na Síria pode “causar novas vagas de migrantes rumo à Europa”.

Depois, o responsável pela política externa russa recordou as intervenções ocidentais na Líbia e no Iraque. “Que deus impeça qualquer aventura na Síria depois das experiências na Líbia e no Iraque”.

Estas declarações surgem depois de o presidente francês, Emmanuel Macron, ter dito que França tem provas de que foram utilizadas armas químicas, nomeadamente cloro, contra a população de Douma.

Por seu lado, Donald Trump, que tem recorrido sistematicamente ao Twitter para abordar a possível intervenção militar na Síria, recuou esta quinta-feira, não precisando quando ou mesmo se tal resposta irá acontecer.

Enquanto Estados Unidos, França e Reino Unido decidem se atacam ou não o regime de Bashar al-Assad, a Rússia tem lançado vários avisos, garantindo que não irá tolerar um ataque a Damasco. Depois de uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o embaixador da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia, garantiu que “a prioridade é evitar o perigo de uma guerra” entre Washington e Moscovo, mas alertou também para o facto de todas as possibilidades estarem em cima da mesa. 

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