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Politica

Rui Galhardo e Faustino Cortez demarcam-se da UNITA

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O dirigente e militante do maior partido na oposição, UNITA, Rui Galhardo da Silva, anunciou, na quinta-feira, que vai recorrer à Justiça para pedir responsabilização das pessoas envolvidas, incluindo Adalberto Costa Júnior. “Sinto-me em perigo de vida, em função disso. Escapei da morte por capricho do presidente da UNITA”, lamentou.

Rui Silva afirmou que a UNITA que conheceu tinha princípios, segundo os quais a “política tem ética”, mas, segundo ele, “Adalberto Costa Júnior não tem”. “Conheço o perfil de Adalberto Costa Júnior. Trabalhei com ele na representação em Lisboa. Ele não é sério”, continuou.

Já o antigo chefe dos serviços internos da residência de Jonas Savimbi no Cuito e Chicala Choloanga e director nacional dos ficheiros presidencial, Manuel da Conceição Faustino Cortez,  anunciou nesta sexta-feira, 19, a desvinculação da organização, por incompatibilidade de ideais, por considerar que a UNITA “é um partido onde impera o tribalismo, o regionalismo acentuado e dissimulado e a intriga.”

Segundo o tenente-coronel, “a calúnia é tradição naquela organização responsável pela morte de milhares de cidadãos inocentes.” “Existe na UNITA lutas desenfreadas para os cargos de deputados, comissários da Comissão Nacional Eleitoral e de assessores parlamentares, privilegiando descaradamente familiares próximos, deixando à deriva verdadeiros militantes que tanto deram e não são reconhecidos”, disse.

Manuel Cortez afirmou que, para a inserção na Caixa Social das FAA, a UNITA privilegia familiares mais próximos de responsáveis da direcção do partido, discriminando os verdadeiros oficiais das antigas FALA.

Antigo oficial de campo do brigadeiro Esteves Pena “Kami”, Manuel Cortez afirmou que o actual presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, “não goza de boa simpatia interna, é uma figura de pouco relevo no processo de luta, não colhendo apoio das bases a nível nacional”.