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Bastidores

Restos mortais do General Arlindo Pena “Ben Ben” chegam a Luanda na Quinta-feira

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A família Pena, tornou publico hoje, segunda-feira (10) que, o processo de exumação de Arlindo Chenda Isaac Pena ´´Ben Ben“, falecio a 19 de Outubro de 1998 na Africa do Sul, estão bem encaminhados, e que os seus restos mortais, chegam a Luanda no dia 13 de Setembro do ano em curso.

Na nota que o Correio da Kianda teve aceso, a família informa que, os próximos passos das cerimonias subsequentes, serão pontualmente tornados públicos

Angola solicitou às autoridades da África do Sul para a transladação dos restos mortais do general Arlindo Chenda Pena “Ben-Ben”, antigo chefe adjunto do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, falecido naquele país, a 18 de Outubro de 1998, pedido prontamente correspondido. Em 1985, ainda coronel, tornou-se chefe do Estado-Maior da Frente “Estamos a Voltar”, das FALA (braço armado da UNITA).

Dentro de um ano tinha sido promovido a general de divisão e em Dezembro de 1989, com apenas 34 anos, ascendeu ao posto de chefe do Estado-Maior General do exército da UNITA, em substituição de Demóstenes Chilingutila.

Depois dos acordos de Bicesse, foi para Luanda e participou na junção das FALA e FAPLA, que deu lugar às Forças Armadas Angolanas (FAA). Em Função de um desentendimento entre o MPLA e a UNITA retornou ao Andulo. Meses depois, no decurso de novas negociações entre os partidos tornou a regressar à Luanda (a 8 de Outubro de 1998), em paralelo com a integração no exército angolano, ocupando as funções de Vice-Chefe de Estado Maior das FAA.

A 14 de outubro de 1998 foi evacuado para a Africa do Sul, no seguimento de uma consulta num posto de saúde do exército que lhe diagnosticou paludismo. Ao fim de 5 dias acabaria por falecer numa clínica em Joanesburgo por alegada paralisia renal e problemas pancreáticos.

Na sequência do seu desaparecimento físico, a família reagiria, alertando que dispunha de informações segundo as quais os médicos teriam detectado veneno no sangue deste malogrado, que já o corroía há 15 dias, dada que correspondia visita que fez a Jonas Savimbi no Andulo.
Foi enterrado num cemitério localizado na zona West da cidade de Pretória. A sua mãe, Judith Pena, que estava no Burkina Faso, deslocou-se à África do Sul para acompanhar o enterro do filho.