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Resgate de reféns israelitas demonstra que Hamas tem usado civis como escudo humano 

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Da operação israelense do último sábado morreram quase 300 palestinianos, entre militantes do Hamas e civis. A Autoridade Palestiniana (o governo da Palestina reconhecido internacionalmente) e a ONU pronunciaram-se condenando, mas nenhuma destas entidades notou que as perdas de inocentes resultaram do facto de o Hamas estar a usar civis como escudo humano, uma estratégia que devia merecer repulsa da parte de António Guterres.

As forças de defesa e segurança de Israel resgataram, no sábado, 08, quatro reféns que estavam sob domínio do Hamas, como resultado de uma operação realizada bem no centro de Gaza. De acordo com a imprensa israelita, a missão foi coordenada e dirigida pelas forças especiais, e apoiadas por militares, inteligência e força aérea, que invadiram dois edifícios.

Fruto da operação foram resgatados o jovens Noa Argamani, de 26 anos; Almog Meir Jan, 22; Andrey Kozlov, 27; e Shlomi Ziv (o mais velho do grupo, 40 anos), todos vivos e em boas condições médicas. Um policial, segundo o The New York Times, parte da força que liderou a invasão, foi morto.

A missão foi uma operação rara que exigiu semanas de planeamento, e recebeu o sinal verde final poucos minutos antes de começar na manhã de sábado, de acordo com as autoridades.

Se um por lado, a operação foi considerada bem-sucedida e por isso motivo de alegria em Israel, do lado palestiniano, a missão foi um “mártir” para a sua gente. Os tiros e bombardeios mataram mais de duas centenas de pessoas, entre militantes do Hamas e Palestinos.

Durante a operação, apurou-se que um dos reféns, Noa Argamani, esteve este tempo todo mantida em cativeiro na casa de Abdallah Aljamal, um fotojornalista e escritor/editor da Al-Jazeera e do Palestinian Chronicle.

Entretanto, as reacções à operação não se fizeram esperar. A Autoridade Palestiniana (o governo da Palestina reconhecido internacionalmente) condenou um ataque face à mortandade provocada no terreno. As Nações Unidas e a União Europeia seguiram o coro.

A condenação a Israel é de que está a atacar zonas habitacionais e a população. Josep Borrell, chefe da diplomacia e segurança da União Europeia, sublinhou que os relatos de Gaza “sobre outro massacre de civis são horríveis”.

“Condenamos isso nos termos mais fortes. O banho de sangue deve acabar imediatamente”, advertiu Borrell.

Para o governo de Israel e o seu povo, continua a ser assustador o facto de nem a ONU, nem a União Europeia, nem a Autoridade Palestiniana, fazerem caso sobre as denúncias que tem feito de que o Hamas (grupo tido como terrorista) tem usado o povo como escudo humano, dado que monta centros de operações em zonas habitacionais, em escolas, creches e hospitais, de onde passa a lançar ataques e/ou a monitorar as operações que realiza.

Aquando do início das operações de Israel em reacção ao ataque do Hamas em seu território, a 7 de Outubro de 2023, do qual foram executadas mais 1.200 pessoas, as forças especiais e o governo israelita pediram para que as populações palestinas saíssem de suas localidades, visando tornar a zona num palco de batalha com o Hamas sem intromissões, e assim evitar-se mortes de civis.

Entretanto, sabendo do perigo que a saída das populações representava para si, o Hamas impediu que o povo abandonasse as suas localidades, sendo que, nalgumas vezes, havia execuções de quem fosse apanhado a fugir da zona.

Debaixo de grandes hospitais, creches e escolas, foram encontrados túneis, que o Hamas usava para as operações, mas sobre isso a ONU e a União Europeia nada ou pouco dizem.

Os reféns resgatados nesse sábado foram encontrados em apartamentos civis, em zonas habitacionais, sem indícios de presença militar, tendo em conta a operação sigilosa que o Hamas ali realiza.

Outra queixa que Israel faz com frequência é a de que muitos jornalistas palestinos e árabes, sobretudo os que estão ao serviço da Al-Jazeera, são militantes do Hamas ou seus apoiantes, mas tem sido ignorado.

Noa, de 26 anos, raptada pelo Hamas em Israel, a 07 de Outubro do ano transacto, esteve todo este tempo em cativeiro na residência de um profissional de comunicação social deste importante órgão. Entretanto, sobre isso, a ONU e a União Europeia nada dizem.