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Reino Unido: Corrida para sucessão de Boris Johnson como PM soma quase 10 concorrentes

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Foi tornada pública nesta terça-feira, a lista de finalistas à candidatos para o cargo de Primeiro Ministro Inglês, em sucessão a Boris Jhonson, depois deste se ter demitido ha uma semana.

Conheça os candidatos que passaram à próxima fase são:

Rishi Sunak, antigo ministro das Finanças, de 42 anos, que foi dos primeiros, depois de Sajid Javid (ministro da Saúde), a demitir-se do governo. Na altura disse que “o povo espera, com razão, que o governo seja conduzido de forma adequada, competente e séria”.

Foi eleito deputado em 2015 e tornou-se uma estrela em ascensão graças ao destaque durante a campanha para o Brexit. Entretanto, foi nomeado ministro das Finanças em 2020 e elogiado pelas políticas de apoio a milhões de trabalhadores e empresas durante a pandemia. Contudo, recentemente foi criticado pela demora a responder à crise do aumento do custo de vida.

Como pontos negativos tem as notícias de que a esposa, Akshata Murthy, com uma fortuna considerável, evitou pagar impostos sobre os rendimentos do estrangeiro.

É filho de pais indianos, frequentou uma escola privada, estudou em Oxford e trabalhou para o banco de investimento Goldman Sachs e para um fundo de investimentos.

Penny Mordaunt, tem 49 anos, é uma candidata surpresa, que se assume como alguém que quer voltar a unir o partido Conservador e o país. Esteve presente na campanha pró-Brexit, mas apoiou Hunt para a sucessão de Theresa May. Em 2019 foi afastada como ministra da Defesa por Boris Johnson.

Tom Tugendhat,  é um antigo militar de 49 anos, não tem experiência como ministro nem uma imagem pública. É considerado dentro do partido por ser um bom orador e político. Tem dupla nacionalidade francesa graças à mãe e fez campanha contra o Brexit em 2016.

Tem sido um crítico da liderança de Johnson, em especial da retirada do Afeganistão em 2021, que qualificou como o maior desastre de política externa desde o Suez.

Liz Truss, tem 46 anos, e foi promovida a ministra dos Negócios Estrangeiros depois de um bom desempenho como ministra do Comércio a negociar acordos pós-Brexit. Embora tenha feito campanha pela permanência na União Europeia, tornou-se uma defensora do Brexit.

A ambição de chegar a primeira-ministra não é nova. Porém, numa visita em Moscovo foi recebida com indiferença pelo homólogo russo, Sergey Lavrov, antes da invasão da Ucrânia por Moscovo. Falhou também na tentativa de romper o impasse nas negociações com Bruxelas relacionadas com a Irlanda do Norte.

Esta candidata é uma das favoritas mas por vezes é comparada à antiga primeira-ministra do partido, Margaret Thatcher, sendo apologista do livre-mercado.

Suella Braverman, membro do governo enquanto procuradora-geral, cujas funções são aconselhar juridicamente o Governo. Tem 42 anos e foi a primeira a confirmar interesse na corrida logo na quarta-feira, ainda antes de Boris Johnson se demitir.

É deputada e advogada sendo que só entrou para o governo em 2020.

É eurocéptica e favorável ao Brexit, recebeu o apoio de Steve Baker, um dos mais influentes ‘brexiters’ entre os Conservadores assim que desistiu da sua candidatura. Defendeu também a saída do Reino Unido do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos porque travou a deportação de refugiados para o Ruanda.

Jeremy Hunt, tem 55 anos, passou nove anos consecutivos nos governos de David Cameron e Theresa May como ministro dos Negócios Estrangeiros, Saúde e Cultura. Em 2019 foi finalista na eleição para a liderança do Partido Conservador, mas Johnson ganhou com o dobro dos votos.

Recusou ser despromovido para o ministério da Defesa, por isso voltou à bancada parlamentar como deputado, onde se manteve visível pelo escrutínio à resposta do governo à pandemia Covid-19. Para contrariar a imagem de opositor do Brexit prometeu fazer a eurocética Esther McVey vice primeira-ministra.

Kemi Badenoch é ex-secretária de Estado da Igualdade, de 42 anos, e quer um governo reduzido e a “dizer a verdade”. Prometeu baixar os impostos, mas também manter uma “disciplina de despesa apertada”.

É pró-Brexit e foi criticada pela comunidade LGBT pelo atraso na proibição da terapia de conversão dos homossexuais e por descrever transexuais como “homens que usam casas de banho de mulheres”.

Nadhim Zahawi, o atual ministro das Finanças, tem 55 anos, nasceu no Iraque de uma família curda e mudou-se para o Reino Unido em criança quando os pais fugiram do regime de Saddam Hussein.

É Co-fundador da empresa de estudos de mercado YouGov, e foi eleito para o parlamento em 2010. Ganhou proeminência como secretário de Estado das vacinas durante a pandemia.

O caminho para a liderança

A campanha de liderança começou oficialmente às 12h00 desta terça-feira, quando as indicações abriram para um período de seis horas, encerrando às 18h00.

Vários parlamentares conhecidos, como Sunak, Tugendhat e Truss, já tinham mais de 20 apoiantes necessários para entrar na primeira fase antes da abertura das indicações.

Havia também alguns nomes menos conhecidos como a ex-ministra da Igualdade Kemi Badenoch e Rehman Chishti, o último ninguém apoiou publicamente.

A votação de outros parlamentares conservadores para reduzir o número de candidatos acontecerá esta quarta-feira, com os candidatos a precisar de 30 apoiantes – cerca de 10% dos deputados conservadores – para passar à segunda fase.

Os candidatos aprovados nessa altura, enfrentarão rodadas sucessivas de votação a partir de quinta-feira – e provavelmente até o final da próxima semana – até que restem apenas dois.

Depois disso os cerca de 160 mil membros do Partido Conservador votarão num dos dois finalistas e o resultado será anunciado a 5 de setembro, quando Boris Johnson sairá finalmente do número 10.