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Politica

Rei Mandume morreu há 103 anos

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Mandume Ya Ndemufayo morreu em combate, aos 06 de Fevereiro de 1917, na localidade do Oihole, Município de Namacunde.

Único filho homem de sua mãe, Ndapona Shikende, e seu pai, Ndemufayo, Mandume nasce no fim da década de 1880 na provincia do Cunene. Nomeado Ohanda (rei) aos 21 anos de idade em 1911, tornou-se o mais famoso líder dos Kwanyama por ter enfrentado de forma contundente as forças coloniais portuguesas e britânicas. Educado por missionários alemães, cresceu em um momento conturbado devido a ocupação de comerciantes e missionários europeus em seu território de nascimento.

O 103º aniversário da morte de Mandume Ya Ndemufayo, foi celebrado na manhã desta quinta-feira, 6 de Janeiro, no Complexo Memorial do Rei Mandume localizado na vila de Oihole, no município de Namacunde, na província do Cunene, numa homenagem organizada pelo governo local.

Durante o acto alusivo as comemorações dos 103°aniversário da morte do Rei, a governadora provincial do Cunene, Gerdina Didalelwa, enalteceu a bravura e o seu espírito destemido, e referiu que Rei Mandume assumiu o poder em contextos extremamente difíceis quer a nível nacional e internacional, mas que sempre mostrou-se firme nos seus ideias na luta contra a opressão colonial portuguesa.

Gerdina Didalelwa, referiu que, a par dos desafios relacionados á segurança defesa e integridade territorial, Mandume Ya Ndemufayo enfrentou outros obstáculos domésticos relacionados à fome e seca que se registaram na região entre os anos de 1914 á 1915.

Por sua vez, sua majestade, Gerônimo Haleingue,rei de Oukuanyama,agradeceu pelo convite que lhe foi formulado, e considerou como sendo uma soberana oportunidade, ao prestigiar á homenagem a um dos melhores filhos de Angola e África, rei Mandume Ya Ndemufayo.

Gerônimo Haleingue, há um ano entronizado como rei de Oukuanyama, disse que não se sente digno de substituir uma figura como Mandume Ya Ndemufayo, pelos relevantes feitos prestados à Angola mas que a necessidade da sua substituição deve-se apenas ao facto de que os valores patrióticos, culturais e os costumes devem prevalecer de modo a se perpetuar a história e a identidade do povo do Cunene.

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