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Economia

Reformas estão ajudar Angola a melhorar ambiente de negócios – FMI

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“Durante as nossas discussões, elogiei Angola pelo sucesso na implementação de reformas económicas nas áreas de gestão fiscal, mobilização de receitas, estabilidade financeira e independência do banco central. Estas reformas ajudaram a reduzir as vulnerabilidades da dívida de Angola, melhorar o clima de negócios e permitir a retoma do crescimento.”

Com estas palavras, a Directora-Geral Adjunta do Fundo Monetário Internacional (FMI) resumiu a visita que efectuou a Angola, de 18 a 20 de Março. Num comunicado tornado público esta segunda-feira, 25, Antoinette M. Sayeh, destaca as reformas económicas do Governo.

“Embora tenha havido um retrocesso em 2023 devido à queda dos preços do petróleo e ao enfraquecimento da produção petrolífera, bem como ao fim da moratória da dívida, as reformas reforçaram a capacidade de Angola para se ajustar a estes choques. Medidas iniciais de prudência fiscal e ajustamento cambial em 2023 ajudaram Angola a conter o impacto destes desenvolvimentos adversos e a evitar um aumento mais acentuado da dívida”, referiu.

No comunicado, a directora Antoinette M. Sayeh agradeceu as “discussões produtivas” que teve com o Presidente João Lourenço, o Ministro de Estado da Coordenação Económica, José de Lima Massano, a Ministra das Finanças, Vera Daves, e o Governador do Banco de Angola, Tiago Dias.

“Também tive a oportunidade de interagir com representantes da sociedade civil, do sector privado, do meio académico e de mulheres líderes proeminentes. Trocámos opiniões sobre a economia angolana e sobre a melhor forma de o FMI apoiar a estabilidade macroeconómica e o crescimento inclusivo”, disse.

Em relação ao futuro, acredita que a dinámica de reforma precisa de continuar, tanto para reduzir ainda mais as vulnerabilidades da dívida como para diversificar a economia. Isto inclui: levar a dívida pública
para níveis mais seguros, mobilizando receitas internas e melhorando a qualidade da despesa, nomeadamente em áreas sociais como como saúde, educação e proteção social direcionada”.

Finalizou ressaltando que “o FMI continua empenhado em apoiar os esforços de Angola para promover a estabilidade macroeconómica e o crescimento inclusivo. O país tem um enorme potencial – se o dinamismo das reformas for sustentado, estou confiante de que o futuro de Angola será promissor”.