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Economia

Redução de peixe nas praias do Namibe faz subir preço do pescado na Huíla

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Tem sido constante nos últimos tempos, os mares de Angola registarem uma certa escassez de determinados tipos de peixes, por estes verem-se, segundo especialistas,  forçados a abandonar o habitat normal, devido ao aquecimento das águas. Situação, que tem estado a levar alguns pescadores na província do Namibe, a se arriscarem  em alto-mar, com embarcações artesanais.

Para além de estar a ameaçar a pesca artesanal, a falta de peixe na Província do Namibe está a elevar o preço dos produtos do mar, na Província da Huíla. Segundo alguns populares na cidade do Lubango, o peixe, para além de estar escasso, o preço duplicou no mercado informal, e em algumas grandes superfícies comercial, os preços do peixe, triplicaram, dando como exemplo, exemplo a caixa de carapau que custava trinta e cinco mil kwanzas, e passou para 60 mil.
O Executivo, por via da Ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmem do Sacramento Neto, assegurou  investir na fiscalização para fazer um combate cerrado a pesca ilegal, uma prática,  que segundo a governante  dá um prejuízo de cerca de 20 mil milhões de kwanzas.

A governante, que falava na última quarta-feira, 05, durante a 15.ª edição do CaféCIPRA, que abordou o tema “Os investimentos no sector pesqueiro e o seu impacto no desenvolvimento económico e social do país”, garantiu haver um compromisso sério para combater este mal.

“Nós temos um compromisso sério em várias frentes e estaremos, portanto, sempre combatendo (…) a pesca ilegal, não regulamentada e não declarada, não só do ponto de vista da produção, mas até do ponto de vista da entrada na cadeia de valor”, frisou.

Na ocasião, referiu que a escassez do peixe carapau nos mares do território angolano,  deve-se às alterações climáticas que se registam nos últimos tempos.