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Rede internacional traz mulheres estrangeiras para comércio sexual em Angola

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Uma alegada rede internacional de recrutamento de mulheres para o comércio sexual está sob investigação em Angola, após o resgate de 21 cidadãs estrangeiras durante uma operação realizada num estabelecimento hoteleiro, informou o Serviço de Investigação Criminal (SIC).

Segundo o SIC, as mulheres eram tidas como comerciantes de sexo, prestando serviços a clientes no local, num esquema que levanta suspeitas de exploração sexual organizada e recrutamento internacional.

Entre as cidadãs identificadas estão 13 do Vietname, duas do Cambodja, uma da China e uma de Morrocco, além de outras nacionalidades ainda por determinar. Para o SIC, a diversidade de origens reforça a suspeita da existência de uma rede estruturada de recrutamento internacional, com possíveis ramificações fora do território nacional.

De acordo com as autoridades, algumas das mulheres poderão ter sido atraídas com promessas de trabalho, mas acabaram envolvidas em actividades de prostituição, situação que levanta indícios de tráfico humano e exploração sexual.

“As cidadãs resgatadas encontram-se sob acompanhamento das autoridades competentes, estando em curso diligências para verificar a sua situação migratória e outros elementos relevantes para a investigação”, refere a nota do SIC.

Durante as buscas realizadas no local, os investigadores apreenderam 12 milhões de kwanzas em dinheiro, além de uma substância suspeita de ser droga, que será submetida a análises laboratoriais.

O Serviço de Investigação Criminal revelou ainda que foram encontrados produtos de origem animal presumivelmente provenientes de caça furtiva, nomeadamente dois quilogramas de escamas de pangolin e quatro chifres de antelope africanos, materiais frequentemente associados ao tráfico ilegal de fauna.

Os cidadãos detidos no âmbito da operação serão apresentados ao Ministério Público para os procedimentos legais, enquanto decorrem outras diligências para o total esclarecimento do caso e identificação dos responsáveis pela alegada rede internacional.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.

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