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Sociedade

Reabertura das escolas divide sociedade

António Cassoma

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As escolas e universidades no país começarão a reabrir as suas portas, a partir do dia 05 do próximo mês, após sete meses de fechamento em consequência da pandemia do novo coronavírus. Contudo os pais, os encarregados, os estudantes, os professores e os membros das direcções das escolas possuem opiniões diferentes sobre o assunto.

Angola junta-se a outros países de África que reabrirão as creches, escolas do ensino geral e universidades, após o encerramento dos estabelecimentos, em 23 de Março para conter a propagação da covid-19.

Porém, as aulas serão retomadas em todo território nacional, numa primeira fase para os alunos da 6ª, 9ª, 12ª, e 13ª classes do ensino geral e para todos os estudantes universitários. Já na segunda fase, a partir do dia 26 do mesmo mês, com todas as classes.

O governo anunciou que as escolas poderiam retomar as actividades, desde que garantissem “o distanciamento, a lavagem das mãos e não haverá o tempo de recreio”, para conter o avanço da pandemia de covid-19.

A decisão está a ser criticada e aplaudida por alguns pais, estudantes e professores em todo país.

A senhora Lurdes Juselma Ramos, que reside no Zango. em Viana, Luanda, afirma que o filho mais velho, que tem 14 anos e estuda a 9ª classe, irá a escola porque durante esse tempo “pôde confirmar que sabe se cuidar”.

Maria Mateus, residente na província do Bengo, diz estar indecisa, porque  tem um filho de 15 anos, que estuda na vizinha província de Luanda – o centro do maior foco epidemiológico do país:  “até agora estou na incógnita, o meu filho primogênito estuda em Cacuaco, em Luanda, e pega táxi. Estou com medo dele vir a ser contaminado”, disse.

Já o senhor Eliezer, que vive no município do Libolo, na província do Cuanza Sul, questiona que “se o governo não consegue por paracetamol nos hospitais, terão condições para por álcool em gel,  lixívia, água e sabão de segunda a sexta-feira?”. O jovem entende que seria melhor que as aulas tivessem o reinício em Janeiro do próximo ano.

O político Nelson Miguel Francisco, diz que as nossas escolas não têm e nem foram criadas as condições para o reinício das aulas. Depois deste longo período de paralisação, até às instituições privadas não têm condições financeiras para suportar os custos com o material de biossegurança.

O antigo líder do braço juvenil da CASA-CE sublinha que “não podemos minimizar o grande défice de transporte público para levar de forma cómoda e segura todos os estudantes e profissionais do ensino, a falta de água nas torneiras da maioria das escolas, o número reduzido de pessoal para manter e garantir o distanciamento entre os alunos”, etc.

Por outra, reforçou dizendo que baldes e bidons de água colocados nas diversas escolas abastecidas por cisternas, não são garantia suficiente para o reinício das aulas.

“Os pais devem mandar os filhos às escolas e não mantê-los em casa. As condições todas estão criadas”, defendeu Joaquim Bento, director de uma escola privada em Cacuaco.

Angola registou, até o momento, 3217 casos de covid-19, 1810 em tratamento, 1277 recuperados e 130 mortes.

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