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Educação Financeira

REA – o acrónimo que «pipoca» actualmente na sociedade angolana

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REA, REA? O leitor deve estar a ler e a interrogar-se sobre o que é este acrónimo. Na semana que antecede o Natal de 2021, no dia 21, no ano de 2021 e do século XXI, o Executivo angolano por via do departamento ministerial: Ministério do Comércio e Indústria, vem comunicar à população e aos agentes económicos no Entreposto Aduaneiro de Angola (bairro Petrangol), com o Programa do REA: Reserva Estratégica Alimentar.

E o que é essa Reserva Estratégica Alimentar de Angola?

A REA vai garantir a aquisição, armazenamento e distribuição de mais de 520 mil toneladas de produtos alimentares (na fase de maturação do Programa), parte deles já produzidos e transformados localmente, em indústrias geradoras de emprego, prevendo-se um impacto na redução dos preços, em até 5% para o consumidor final, segundo nota do Ministério do Comércio e Indústria).

A operação deu-se em Setembro com o anúncio da entidade que irá gerir o Programa. Serão colocados de imediato no mercado e numa primeira fase até 354 mil toneladas de alimentos, aumentando progressivamente até chegar às 520 mil toneladas de diferentes produtos alimentares, essencialmente produtos da cesta básica.

O investimento inicial é de 200 milhões de Dólares norte-americanos, sendo que nos próximos três (3) anos mais investimento financeiro, técnico, tecnológico e o mais importante, no recrutamento de Pessoal e na sua qualificação capacitação.

A Reserva Estratégica Alimentar tem como fim o regular o mercado e influenciar a baixa de produtos alimentares (essenciais) que integram a cesta básica. Tem, igualmente, o propósito de garantir a existência de um “stock” inicial de onze (11) produtos variados, avaliado em 200 milhões de Dólares norte-americanos, para a intervenção necessária do Governo.

No fundo, este Programa vem acudir o mercado em situação de calamidade, crise generalizada ou fecho dos canais internacionais de importação, mas que também deverá servir para corrigir distorções causadas por agentes económicos, através de escassez induzida de produtos, que geram quase inevitavelmente inflação e deterioração das condições de mercado entre a oferta e a procura, além da qualidade e da segurança alimentar que podem estar em causa.

A farinha de milho, farinha de trigo, farinha de mandioca, o massango, açúcar em sacos de 50 Kilos, óleo alimentar, feijão, arroz em sacos de 25 kilos, sal iodizado, peixe seco e coxa de frango em caixas de 10 kilos, compõem os 11 alimentos seleccionados para assegurarem a operacionalização da Reserva Estratégica Alimentar, nessa primeira fase e ainda em 2021.

Ao chegar a este parágrafo constatou que os stocks que farão parte da REA são praticamente por via de importação ou exterior. É verdade, mas nem o país pode produzir tudo, pois nenhum país produz todas as mercadorias, mas por outro lado, Angola não tem (ainda) condições de produzir as quantidades dos bens que constituem a REA, logo há aqui Problema e uma Oportunidade. Comecemos pelo ” problema “. É um desafio ao nível financeiro para pagar as mercadorias aos fornecedores no estrangeiro e isso envolve esforços a todos os níveis. Envolve sinergias entre vários agentes para trazer estas mercadorias para Angola. Por outro lado há a ” oportunidade ” que é num futuro próximo podermos ter uma variada, sustentável produção de bens intermédios e finais para que no tal futuro a REA tenha constituição de bens «Made in Angola» e aí podemos ter melhor qualidade alimentar, preços e disponibilidade dos bens para as famílias.

A REA deve ser vista como uma medida para possa ser utilizada sob certos contextos adversos, mas mais uma medida «farol» do Governo para trabalharmos, todos os filhos de Angola, para a produção nacional, a redução das importações, e por conseguinte, no caminho de desenvolvimento económico e social.

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