África
RDC retira 121 cidadãos da África do Sul após violência xenófoba
Publicado
2 meses atrásem
Por
Correio Kianda
Um total de 121 cidadãos da República Democrática do Congo (RDC) regressou voluntariamente a Kinshasa, depois de abandonar a África do Sul na sequência da vaga de violência xenófoba que atingiu comunidades estrangeiras no país. O repatriamento foi realizado através de um voo especial fretado pelo Governo congolês, integrado numa operação de assistência destinada a proteger os nacionais afectados pelos confrontos.
Os repatriados desembarcaram no Aeroporto Internacional de N’Djili, onde foram recebidos pela vice-ministra dos Negócios Estrangeiros, Noëlla Ayeganagato Nakwipone, que garantiu o acompanhamento imediato das famílias e reafirmou o compromisso do Executivo em prestar apoio aos cidadãos que regressam ao país.
Este é o primeiro grupo de congoleses beneficiado pela operação de repatriamento voluntário lançada pelo Governo da RDC, após os ataques registados nos dias 5 e 6 de Maio de 2026 em várias cidades sul-africanas. Os episódios de violência, marcados por saques, agressões e intimidação contra imigrantes, afectaram milhares de estrangeiros, incluindo um número significativo de cidadãos congoleses.
Medidas de Protecção e Apoio Consular
A operação de resgate foi coordenada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da RDC. Esta acção surge em resposta directa aos graves incidentes registados que afectaram severamente a comunidade congolesa residente na África do Sul. Diante da gravidade da situação, as autoridades congolesas apresentaram medidas urgentes perante a Assembleia Nacional e o Conselho de Ministros para garantir a protecção física e material dos seus cidadãos no estrangeiro.
Para assegurar a integridade dos nacionais, a Primeira-Ministra determinou a criação de uma célula de crise governamental e enviou uma missão especial à África do Sul. Paralelamente, a Embaixada da RDC em Pretória reforçou o seu dispositivo consular com a activação de linhas de emergência, criação de redes de apoio comunitário e a realização de diligências diplomáticas directas com o Governo sul-africano para assegurar a protecção de todos até ao momento do embarque.
Processo de Triagem e Próximos Passos
De acordo com os dados oficiais avançados pelas autoridades diplomáticas, foram validados mais de duas centenas de processos de cidadãos interessados em regressar voluntariamente ao país de origem. Após uma rigorosa verificação de dados realizada pelos serviços competentes do Estado, os primeiros passageiros receberam autorização para embarcar neste voo pioneiro de regresso a Kinshasa.
O Governo da RDC reafirmou o seu compromisso em acompanhar os cidadãos em situação de vulnerabilidade no estrangeiro e em fortalecer os mecanismos de protecção consular. Este esforço conjunto demonstra a eficácia dos canais diplomáticos e a solidariedade nacional em momentos de crise humanitária.
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