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RDC abre unidade de 100 camas para combate ao Ébola em Ituri

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A República Democrática do Congo (RDC) inaugurou no domingo, 31, uma unidade de tratamento de Ébola com capacidade para 100 camas, na província de Ituri, no leste do país, região considerada epicentro do actual surto da doença.

A infra-estrutura está localizada na cidade de Bunia e integra a estratégia de reforço da resposta sanitária ao surto de uma cepa rara do vírus, que tem preocupado as autoridades de saúde pela sua rápida propagação na região.

A cerimónia de inauguração foi testemunhada pelo Director-Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, que se deslocou ao terreno para acompanhar as acções de contenção da epidemia e reforçar a cooperação internacional.

Segundo as autoridades sanitárias, o centro dispõe de equipamentos modernos de cuidados intensivos, estando já parcialmente operacional, com cerca de 45 camas disponíveis numa primeira fase.

O governo congolês prevê o envio de equipas médicas a partir da capital, incluindo médicos e enfermeiros especializados em terapia intensiva, que irão reforçar o trabalho local, em articulação com parceiros do sector da saúde.

Todos os pacientes diagnosticados com Ébola na província de Ituri e zonas circundantes serão encaminhados para esta unidade, que passa a funcionar como principal centro de referência no tratamento da doença na região.

Durante a inauguração, o Ministro da Comunicação e Media da RDC, Patrick Muyaya, afirmou que o país dispõe de capacidade para travar a transmissão do vírus, sublinhando a importância da sensibilização comunitária e do cumprimento rigoroso das medidas de prevenção.

O governante destacou ainda o papel dos líderes comunitários na mobilização das populações e no combate à desinformação, que continua a dificultar os esforços de resposta ao surto.

Por sua vez, o Director-Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que já foram registadas recuperações de pacientes, reforçando a mensagem de que a detecção e o tratamento precoce aumentam significativamente as hipóteses de sobrevivência.

Tedros sublinhou ainda que, apesar de não existir vacina ou tratamento específico aprovado para a actual estirpe do vírus, o acesso rápido aos cuidados de saúde tem sido determinante na evolução clínica dos casos.

O responsável da OMS apelou igualmente ao envolvimento das comunidades na prevenção da doença, defendendo uma resposta colectiva para travar a propagação do surto.

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