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Quénia torna-se primeiro país da África Subsaariana “importante aliado extra-NATO”

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O presidente dos EUA, Joe Biden, recebeu o presidente do Quénia, William Ruto, na Casa Branca, esta quinta-feira, marcando uma visita de Estado onde prometeu novas parcerias em tecnologia, segurança e alívio da dívida para um dos países mais democráticos da África.

Esta é a primeira visita de Estado de um presidente queniano à Casa Branca desde 2008, destacando a importância do continente africano, que, com seus mil milhões de habitantes, mantém fortes laços comerciais com a China, embora esteja ofuscado pelas guerras na Ucrânia e em Gaza na agenda de Washington.

Na noite de quinta-feira, Ruto foi o convidado de honra em um suntuoso jantar oficial, que contou com a presença de figuras diversas, desde o cantor e compositor Don McLean até o comissário da NFL Roger Goodell, além dos CEOs do Walmart e da Pfizer, e do ex-presidente Bill Clinton. O ex-presidente Barack Obama, cujo pai era queniano, fez uma breve aparição antes do jantar.

“Podemos estar separados pela distância, mas somos unidos pelos mesmos valores democráticos”, disse Biden ao saudar Ruto no gramado sul da Casa Branca. Biden relembrou suas visitas ao Quénia na juventude e celebrou os 60 anos de relações diplomáticas entre os dois países desde a independência do Quénia.

“A minha visita acontece num momento em que a democracia está em declínio global”, disse Ruto, acompanhado por Biden, pela vice-presidente Kamala Harris e outros funcionários do governo. Anteriormente, ele havia se reunido em privado com Biden no Salão Oval. “Concordamos na oportunidade significativa para os EUA recalibrarem radicalmente sua estratégia e aumentarem seu apoio à África”, afirmou Ruto. Biden anunciou que designaria o Quénia como o primeiro país da África Subsaariana a ser um importante aliado extra-NATO, uma designação compartilhada por Catar, Israel e outros 16 países.

Nairóbi e Washington colaboram na luta contra o terrorismo na África, na estabilização do Haiti e no apoio à Ucrânia. O presidente queniano chegou aos EUA na segunda-feira, visitou Atlanta e, na quarta-feira, se reuniu com executivos de negócios na Casa Branca. Na sexta-feira, ele discutirá a inclusão digital na África com a vice-presidente Kamala Harris em um evento organizado pela Câmara de Comércio dos EUA.

Os governos dos EUA têm buscado oferecer aos países africanos uma alternativa mais sustentável e democrática às relações com a China e a Rússia, mas Washington ainda não conseguiu estabelecer laços profundos.

De ressaltar que o cenário político africano foi abalado no ano passado por uma série de golpes militares, guerras e eleições instáveis que aumentaram a influência da China e da Rússia. Entretanto, Biden espera que o fortalecimento dos laços com o Quénia, visto como um bastião democrático, possa ajudar a estabilizar o continente e promover os interesses dos EUA.

Com Reuters