África
Quênia financia maior programa habitacional de África sem apoio do Banco Mundial
O Presidente do Quênia, William Ruto, afirmou que o país não contraiu qualquer empréstimo junto do World Bank para financiar o programa nacional de habitação acessível.
A declaração foi feita durante a 13.ª sessão do World Urban Forum 13, onde o chefe de Estado defendeu a política habitacional do governo queniano, classificando-a como o maior programa de habitação em curso no continente africano.
Segundo William Ruto, o Quênia conseguiu mobilizar internamente cerca de cinco mil milhões de dólares norte-americanos para sustentar o projecto. O governante revelou que actualmente estão em construção 273 mil residências, enquanto outras 700 mil unidades habitacionais encontram-se em fase de preparação.
O Presidente queniano acrescentou ainda que a iniciativa já permitiu criar mais de 640 mil postos de trabalho, contribuindo para dinamizar a economia e reduzir o défice habitacional no país.
Durante a intervenção, Ruto destacou também que o programa pretende travar o crescimento dos bairros informais, substituindo assentamentos precários por habitações organizadas e infraestruturadas. O estadista argumentou que viver em edifícios habitacionais acessíveis pode representar custos semelhantes aos das zonas degradadas, mas com melhores condições de saneamento, segurança e dignidade social.
Apesar dos avanços apresentados pelo governo, o programa continua a gerar debate interno, sobretudo devido à contribuição obrigatória para o fundo habitacional aplicada aos trabalhadores formais, medida que tem sido alvo de críticas por parte da oposição e de organizações da sociedade civil.
