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Sociedade

“Quem tem as práticas do ‘Puto P’ pode abandonar o Namibe”, disse comissário

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Chegou ao fim a “curta-metragem” em que foram actores principais o “Puto P” e as forças do MININT/Namibe, a saber o Serviço Penitenciário, o SIC e a Polícia Nacional.

Para compreender melhor a “novela” a reportagem GCII/MININT juntou às peças e ouviu as partes disponíveis.

Detido, pronunciado, julgado, condenado e preso, por prática de vários crimes, “Puto P”, como é tratado, fugiu da cadeia no dia 08 de Junho de 2020, em condições estranhas, segundo a equipa em serviço na unidade penitenciária.

Depois da fuga o Delegado do MININT e o Comandante Provincial da Polícia Nacional no Namibe, comissário “Limão” assumiu pessoalmente à operação tendente ao retorno do jovem aos calabouços.

Da detenção sem sangue

Feito o trabalho preliminar de inteligência da Polícia, os efectivos do MININT envolvidos descobriram o roteiro diário do foragido, consubstanciado em barrocas, cantinas e casas onde passava às noites, convivia e, finalmente, namorava!

Segundo o comissário Limão, em entrevista ao GCII/MININT, depois disso, disse “pessoalmente contactei à família e todo esse tempo andei a reunir com eles e por quatro vezes no meu gabinete, como podes ver nas fotos, frisou, e mesmo assim eles continuavam a negar que o “Puto P” estivesse no bairro”, considerou Alberto Sebastião Mendes “Limão”.

Do encobrimento familiar

O GCII/MININT apurou, também, que durante os dois meses em fuga o marginal montou um esquema para dificultar a sua localização. A cada noite passava numa casa e quartos diferentes. Jantava numa tia, dormia noutra e durante o dia ficava numa outra casa com namoradas diferentes.

Curioso, segundo consta, é que “Puto P” tinha sempre dinheiro para chegar e assumir todas as despesas de casa mesmo sendo desempregado.

Da operação especial e triunfal

Esgotadas as possibilidades de entrega voluntária mediante colaboração da família, o comissário, Alberto Sebastião Mendes “Limão”, no calor de mais um assalto num armazém, onde Puto P subtraiu diversos produtos alimentares e bebidas, avançou para a operação especial, com forças mistas, mormente da Polícia Nacional e do Serviço de Investigação Criminal, que começou, segundo o oficial comissário, às 00h e durou 16 horas, tendo culminado com a sua detenção por volta das 16 horas de sexta-feira última, 14.

Com os dados existentes, em função da inteligência policial e criminal, “Puto P” foi surpreendido por um dispositivo policial integrado por efectivos do Comando Municipal de Moçâmedes e do Serviço de Investigação Criminal, no bairro Comandante Valódia, a conviver com amigos numa roulote.

Vendo-se encurralado, “Puto P” procurou escapar-se e, na tentativa de evitar mais uma fuga e nos termos da Lei, os efectivos efectuaram alguns disparos de alerta e, mesmo assim, o marginal continuou a fuga.

Sem mais para fazer, alvejaram-no numa das mãos, ainda assim, prosseguiu com a fuga, escalando muros e no interior do quintal de uma das residências foi alvejado num dos membros inferiores, o que permitiu a sua detenção.

Em função dos ferimentos e a perca de sangue, o comandante “Limão” ordenou que Puto P fosse levado, de imediato, a uma unidade hospitalar para acompanhamento médico e medicamentoso.

Das cordas à superstição

Parece mito, mas, a verdade é que na prática os factos existem e são indesmentíveis. Aliás, para isso, a reportagem GCII/MININT soube junto dos agentes que o detiveram, que Puto P transportava uma mochila de cor preta contendo, supostamente, muitas raízes. Umas em pedaços e outras intactas. Entre as raízes, umas folhas secas.

Para mais, “Puto P”, segundo os agentes, tinha, na cintura, tantas “mulalas” (cordas) de panos e não só que, segundo tradição africana, alegam, ajudavam o jovem a perceber a presença policial em qualquer local onde estivesse, por conseguinte, retirava-se antes da chegada da Polícia, contaram.

Verdade ou mentira, ajudava ou não, certo é que “Puto P”, hoje, é novamente preso, com novos processos que, em breve seguirão o seu curso normal, que é o julgamento.

No final da operação o comissário “Limão” alertou e nós citamos: “não vamos tolerar que um pequeno grupo de marginais perturbe a ordem e tranquilidade dos cidadãos”. Aqui fica o aviso: “quem tem as práticas do “Puto P” pode abandonar o Namibe ou mudar de vida, porque o fim dele será este”, disse o dirigente.