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Sociedade

Quebra de energia no Aeroporto de Luanda alvo de inquérito

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A falha de energia eléctrica que se verificou no último domingo, 4, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, vai ser alvo de um inquérito, para “apuramento das responsabilidades”, determinou o ministro dos Transportes.

Através de um comunicado, citado pela agência Lusa, Augusto Tomás informa que pediu esclarecimentos à Empresa Nacional de Exploração de Aeroportos e Navegação Aérea (ENANA) sobre a quebra de energia que obrigou ao cancelamento de pelo menos nove voos no passado domingo.

“A direcção do sector dos Transportes mandou instaurar um inquérito para apuramento das responsabilidades”, lê-se na mensagem, na qual são reconhecidos os “transtornos causados aos passageiros e utentes” pela situação.

“O Ministério dos Transportes solidariza-se com todos quantos tenham sido lesados pela ocorrência desta falha técnica”, indica a nota ministerial, acrescentando que a administração da ENANA já prometeu fazer tudo “para corrigir o quadro que originou tal situação, acautelando, doravante, melhor, os serviços de uma eficiente prestação ao público-alvo”.

Segundo informação oficial, os problemas surgiram logo que a cidade de Luanda, na manhã de domingo, registou um apagão generalizado, tendo o sistema alternativo do aeroporto, constituído por grupos de geradores a gasóleo, entrado em funcionamento mas já com algumas falhas e curtas paragens.

Essas resultaram em algo mais grave e, a meio da tarde, este sistema alternativo cedeu e instalou-se o caos no 4 de Fevereiro, com atrasos de monta em voos com centenas de passageiros, o que em pouco tempo levou a que as redes sociais ficassem pejadas de vídeos com passageiros às escuras a exigir que fosse encontrada uma solução.

“Queremos solução, queremos solução”, gritavam os passageiros, alguns mesmo a bater com as mãos nas colunas metálicas do terminal internacional do aeroporto.

A iluminação existente era apenas a que provinha das luzes das câmaras de filmar e lanternas dos telemóveis.

No entanto, como disse ao Novo Jornal Online um funcionário do aeroporto, a estrutura da pista que serve as descolagens e as aterragens principais manteve sempre a sua operacionalidade mínima, sendo a gare do aeroporto internacional aquela que mais sentiu este problema.

Os vídeos com passageiros indignados dispersos pelas redes sociais são todos do terminal internacional do aeroporto 4 de Fevereiro.

 

(Com NJ)

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