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Quase 40 mortos e mais de 600 detidos em manifestações no Quénia

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As recentes manifestações antigovernamentais no Quénia contra a proposta de novos impostos causaram a morte de 39 pessoas, anunciou hoje a Comissão Nacional de Direitos Humanos do Quénia.

A organização afirma ainda ter registado 32 casos de “desaparecimentos forçados ou involuntários” e 627 detenções de manifestantes.

Estes números surgem na véspera de mais um dia de manifestações contra o Governo do Presidente, William Ruto.

Nascida em meados de Junho nas redes sociais, a forte oposição ao projecto de orçamento mobilizou um grande número de jovens, arrastando quenianos de todas as idades.

A palavra de ordem anti-impostos transformou-se num protesto contra o Presidente que, desde que chegou ao poder em 2022, criou e aumentou vários impostos e taxas que atingiram duramente o poder de compra dos quenianos.

Embora várias manifestações tenham tido lugar a partir de 18 de Junho sem incidentes de maior, foi a partir de 25 de Junho que o caos se instalou: os manifestantes invadiram o Parlamento, que tinha acabado de votar o criticado projeto de orçamento para 2024-25, e a polícia disparou munições reais contra a multidão.