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Putin discute paz na Ucrânia com líderes africanos

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O presidente russo, Vladimir Putin, vai receber no próximo sábado, 17, em São Petersburgo, líderes de países de África para discutir “a iniciativa africana para a solução pacífica do conflito ucraniano”.

A notícia é avançada pela agência EFE, citada pela emissora alemã, DW, assegurando que na véspera, a delegação africana estará na Ucrânia.

A confirmação, de acordo com a notícia, foi feita ontem pelo assessor do Kremlin, Yuri Ushakov.

“No sábado terá lugar uma reunião internacional muito importante: o Presidente da Rússia receberá em São Petersburgo uma delegação de Estados africanos para discutir a iniciativa africana para a solução pacífica do conflito ucraniano”, disse Ushakov.

O assessor acrescentou que, antes do encontro com Putin, os líderes africanos reúnem-se na sexta-feira, em Kiev, com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Depois, acrescentou, terão uma “conversa detalhada” com o chefe do Kremlin.

O encontro com Putin contará com a presença do presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa; o chefe das ilhas Comores e actual presidente da União Africana (UA), Azali Assoumani, e os primeiros-ministros do Egipto, Moustafa Madbouly; Senegal, Macky Sall; Uganda, Yoweri Museveni; Congo, Denis Sassou Nguesso e Zâmbia, Hakainde Hichilema.

Lembrar que o Presidente da República de Angola, João Lourenço, apelou, recentemente a Rússia a optar pelo caminho da paz, tendo se mostrado esperançoso para o alcance desse objectivo.

“Temos a esperança de que a Rússia saberá superar, com sabedoria, os desafios que a História lhe coloca, para assumir, em circunstâncias de paz, o grande papel que lhe está reservado no concerto das nações”, escreveu João Lourenço, na mensagem que dirigiu, na segunda-feira, 12 ao seu homólogo russo.

Entretanto, Putin disse na terça-feira que consultaria os líderes africanos sobre o abandono do acordo de cereais do Mar Negro negociado pela Turquia e pela ONU, que expira em meados de julho.
Apesar de ter realizado em Fevereiro manobras navais conjuntas com Rússia e China, a África do Sul assegurou desde o início da guerra que é neutra neste conflito.

O Kremlin afirmou esta quarta-feira que ainda não está claro “como é que o lado sul-africano pretende pôr em prática a decisão ilegal do Tribunal Penal Internacional”, que ordenou a detenção de Putin, antes da próxima cimeira do Grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) no país africano.