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Putin analisa cessar-fogo com presidentes arménio e azeri

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, analisou, hoje, por telefone, o acordo de cessar-fogo entre a Arménia e o Azerbaijão com os homólogos dos dois países, respectivamente Nikol Pashinian e Ilham Aliev, anunciou o Kremlin.

“Foram discutidos alguns aspectos práticos da implementação dos acordos entre os líderes da Rússia, Azerbaijão e Arménia de 09 de novembro de 2020, 11 de janeiro e 26 de novembro de 2021 e 31 de outubro de 2022, incluindo os planos para restaurar os laços económicos e logísticos no sul do Cáucaso”, lê-se num comunicado da Presidência russa após a conversa entre Putin e Aliev.

Com Pashinian, e noutro comunicado do Kremlin, o líder russo discutiu a “aplicação dos acordos tripartidos” e os “projetos de restabelecimento das comunicações comerciais e de transportes” na região.

Os telefonemas de Putin para Aliev e Pashinian ocorrem numa altura em que se assiste a uma nova escalada de tensão em Nagorno-Karabakh após várias centenas de azeris terem bloqueado a estrada que liga o enclave à Arménia.

Esta é a segunda vez em dez dias que os cidadãos azeris, que se apresentam como ambientalistas, fecham o “corredor de Lachin” que liga a Arménia a Nagorno-Karabakh, território povoado por arménios, mas reconhecido internacionalmente como parte do Azerbaijão.

O primeiro incidente ocorreu a 03 deste mês, quando centenas de azeris bloquearam a estrada durante três horas. O “corredor” só viria a ser reaberto após negociações com as tropas russas de manutenção da paz, destacadas para a região após o fim da guerra de 2020.

No incidente mais recente, segundo fontes arménias, a estrada esteve encerrada durante mais de sete horas.

A assessoria de imprensa do primeiro-ministro arménio observou que Pashinian e Putin discutiram a “resolução da situação no corredor de Lachin”.

“O primeiro-ministro Pashinyan enfatizou a importância de garantir a comunicação ininterrupta entre a Arménia e Nagorno-Karabakh e os passos consistentes nessa direção da missão russa de manutenção da paz”, lê-se na nota oficial arménia.

Segundo fontes oficiais do Azerbaijão, Baku quer o acesso aos ricos depósitos de metais preciosos no norte do encave, sublinhando que os arménios de Nagorno-Karabakh estão a explorá-los, violando as leis do Azerbaijão, pelo que a ação dos “ativistas”, que pretendem “fiscalizar” a área, é “lógica e legal”.

Desconhecem-se, para já, quais as conclusões a que chegaram os três presidentes.

Por sua vez, o vice-chanceler arménio, Paruyr Hovanissyan, denunciou as tentativas do Azerbaijão para concretizar uma “limpeza étnica dos 120.000 habitantes restantes de Nagorno-Karabakh”, ameaçando a operação do corredor de Lachin e contrariando os acordos de cessar-fogo.

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