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“Próximo governo português terá de defender combate cerrado à corrupção”, diz analista
O cientista político Eurico Gonçalves avançou que caberá agora ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, decidir sobre a dissolução ou não do Parlamento e convocar novas eleições.
O especialista reagia assim à notícia de que o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, e o seu governo de centro-direita perderam nesta terça-feira, 11, um voto de confiança no Parlamento.
Esta é a segunda vez em menos de dois anos que um governo em Portugal é destituído sob alegações de conduta inadequada. A votação foi convocada contra Montenegro após denúncia de conflito de interesse envolvendo empresa de consultoria da família do político.
Luís Montenegro é acusado de usar o cargo de Primeiro-ministro para favorecer a empresa de consultoria da família.
O especialista acredita que, do ponto de vista político, este acontecimento terá no presente e no futuro implicações profundas na conquista e manutenção da política de confiança.
Em uma votação de 142 a 88, sem abstenções, o Parlamento destituiu Montenegro. Os legisladores da oposição exigem mais detalhes sobre o assunto, e o Partido Socialista, de centro-esquerda, pediu uma investigação parlamentar oficial.
Eurico Gonçalves apontou a capacidade de alternar entre diferentes estados emocionais perante debates democráticos e melhorar a relação do governo com a oposição com alguns desafios do próximo primeiro-ministro português.
O especialista disse ainda que o próximo governo das terras de Luís de Camões terá de defender um combate cerrado à corrupção, crimes conexos e transparência, bem como evidenciar a ética política.
