Connect with us

Politica

Protestos: manifestantes e profissionais de comunicação serão julgados hoje

Published

on

Os manifestantes que participaram nos protestos deste sábado, 24, organizados pelo Movimento Revolucionário de Angola, com apoio da UNITA, juntamente com as demais forças políticas na oposição, serão julgados, sumariamente, hoje, em Luanda, inclusive os quatro profissionais de comunicação que cobriam as manifestações.

O comandante provincial da Polícia Nacional (PN) em Luanda, Eduardo Cerqueira, confirmou à VOA a instrução de processos-crimes para que os activistas detidos sejam encaminhados a um tribunal nesta segunda-feira, dentre eles os jornalistas Suely de Melo, Carlos Tomé e Santos Samuesseca. Está também detido o motorista de uma emissora de rádio, Leonardo Faustino.

O Correio da Kianda soube que durante o julgamento, em solidariedade aos mais de 50 jovens detidos, os activistas irão organizar um protesto espontâneo, em frente ao tribunal.

A marcha, que visava exigir melhorias das condições de vida e a realização das primeiras eleições autárquicas no país, foi duramente reprimida pelas forças do Ministério do Interior.

 “O que se observou, parecia que estávamos no estado de sítio ou de guerra. Não havia necessidade de tal reacção dos efectivos da polícia”, disse o activista Adílson Dias, um dos participantes.

O secretário provincial da UNITA em Luanda e deputado, Manuel Armando da Costa “Nelito Ekuikui”, informou à rádio Despertar, horas depois da manifestação, que irá abrir um processo-crime contra o comandante provincial da Polícia Nacional pela actuação e agressão que se verificou durante os protestos.

Entre os detidos e agredidos pela polícia, destacam-se a deputada Navita Ngolo, o deputado Nelito Ekuikui, os activistas Dito Dali, Laura Macedo e Nito Alves, o presidente do Movimento dos Estudantes de Angola (MEA), Francisco Teixeira, dentre outros.

A governadora da província de Luanda, Joana Lima, num discurso proferido no sábado, considerou legítima a atitude da Polícia Nacional contra os manifestantes.

A governante alega existir forças externas por trás dos activistas que estão a lhes manipular.

“Manifestações não vão parar”, diz UNITA