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Sociedade

Proprietários acusam fiscalização de venda ilegal de seus terrenos

António Sacuvaia

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Embargar obras ilegalmente, para depois subornar os supostos infractores com recursos a  chantagem, tem sido práticas recorrentes dos agentes da fiscalização dos municípios de Belas e Viana, denunciaram, neste sábado, 22, camponesas do Kikuxi, em Viana, e do Ramiros, distrito afecto ao município de Belas.

As camponesas fizeram saber a este jornal que nem mesmo com as  sucessivas denúncias enviadas às administrações onde pertencem os agentes da fiscalização acusados de serem corruptos, têm sido tomadas medidas, como, por exemplo, de suspensão ou demissão dos mesmos,  o que presume-se haver conivência por parte das supostas chefias administrativas.

Uma anciã de 62 anos, deficiente física, vítima de guerra, de nome Marta Chissola, viu a sua lavra, no distrito do Ramiros, passar para as mãos de desconhecidos, enquanto realizava o óbito do seu esposo. A mesma clama agora por ajuda para recuperar o seu terreno, que se encontra em posse de invasores.

Marta Chissola considera que em 2018 teve início a “desgraça da sua vida” pois, enquanto chorava pela morte de seu marido, pessoas desconhecidas invadiam o seu espaço onde foram colocados três contentores.

Trata-se de um espaço de terra, de cerca de 370 metros de cumprimentos e 170m de largura, situado no distrito urbano do Ramiros. Foi cedido ao esposo, Gaspar Pereira (também antigo combatente), pela instituição Executiva M’bindy Emílio (ex-Ramiros), sob o processo n°190/2015, e assinado pelo antigo administrador dos antigos combatentes, Almeida Lopes José Maria, para a prática de agricultura.

Segundo consta no documento, a área foi consignada para projectos dos antigos combatentes e veteranos da pátria, tendo o título de cedência sido actualizado, sucessivamente, até 2015.

Gaspar Pereira terá investido valores avultados de dois créditos bancários para a desmatação, pagamento dos trabalhadores e cultivo do espaço, segundo contam os familiares. “Foi a administração quem cedeu”.

De 2018 para cá, Marta Chissola e os filhos, a todo custo têm estado a lutar para recuperar o terreno, mas, segundo contam, o ocupante que se identifica apenas por Calvino, tem estado a proferir ameaças, alegando que o espaço pertence a determinados generais e ministros.

“A última vez que falou connosco, no dia 11 de Julho do corrente ano, respondeu-nos de forma arrogante para não voltarmos a lhe contactar, porque foi a administração do distrito do Ramiros que deu o espaço”, contou Elsa Pereira, uma das filhas.

Segundo contam os familiares da anciã Marta Chissola, o suposto invasor quando contactado, alega que no local será construído um projecto social para o benefício da comunidade. Mas, no  entanto, não está afixada nenhuma placa informativa sobre o alegado projecto.

O Correio da Kianda tentou contactar a administração de Bellas, mas não fomos atendidos. Face às denúncias de burlas, extorsão e chantagem por parte de agentes das fiscalização dos municípios anteriormente citados, o Correio da Kianda vai continuar este assunto, trazendo para os leitores os seus supostos protagonistas.

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