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Prolongamento da guerra na Europa pode acentuar dificuldades na SADC, teme organização

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A Secretaria Executiva da SADC perspectiva “uma região industrializada pacífica, inclusiva e de rendimento médio a alto (…)”, mas a realidade vivenciada no momento cria um certo cepticismo quanto a viabilidade dos objectivos almejados virem a ser alcançados. E um dos principais riscos, como admitido pela direcção do organismo regional, é o conflito militar travado por Moscovo e Kiev, iniciado em 2022.

O secretário executivo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Elias M. Magosi, é do entendimento de que a continuidade da guerra iniciada pela Rússia contra a Ucrânia, que já faz 22 meses, poderá agravar a já débil situação socioeconómica das famílias desta vasta região do continente berço.

O impacto negativo da guerra travada ‘lá ao longe’ no velho continente resulta do facto de a Europa continuar a ser o maior fornecedor de parte significativa dos produtos consumidos em África, como sublinha Elias M. Magosi, no seu relatório referente aos anos de 2022-2023.

No documento a que o Correio da Kianda teve acesso, Elias M. Magosi é peremptório ao sublinhar que as perspectivas para os mercados de produtos de base dependem da “duração da guerra entre a Rússia e a Ucrânia e das sanções impostas à Rússia”. “Se a guerra se prolongar”, acrescenta o relatório, “é provável que as alterações nos padrões do comércio de produtos de base se mantenham”.

Entre outras coisas, Elias M. Magosi recorda, no estudo sobre a situação socioeconómica e macroeconómica da SADC, que a comunidade perspectiva “uma região industrializada pacífica, inclusiva e de rendimento médio a alto (…)”. Contudo, a presente realidade cria um certo cepticismo quanto a viabilidade de os objectivos almejados virem a ser alcançados até 2050. E um dos principais riscos, como admitido no documento, é o conflito militar travado por Moscovo e Kiev, iniciado em 2022.

“[Com a continuidade da guerra], a região pode continuar a registar preços elevados de produtos petrolíferos e fertilizantes, com um impacto significativo na inflação e nos elevados custos dos insumos agrícolas, e um risco elevado de disponibilidade, acesso e acessibilidade dos alimentos na região”, lê-se no relatório.

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