SADC
Projecto de visto único regional da SADC avança e Angola integra fase piloto
Facilitação de viagens na África Austral ganha novo impulso com envolvimento de Angola na fase de testes do visto único regional.
O projecto de criação do SADC UniVisa, um visto de turismo comum para a região da África Austral, deu um passo significativo rumo à sua aprovação final. O assunto, que mereceu avanços importantes na última reunião ministerial da comunidade, deverá ser submetido à apreciação dos Chefes de Estado e de Governo num futuro breve. Angola figura entre os países seleccionados para a fase piloto desta iniciativa que visa desburocratizar a circulação de visitantes estrangeiros.
Uma resposta à complexidade migratória regional
Actualmente, os turistas enfrentam barreiras burocráticas significativas ao planear viagens que envolvam múltiplos destinos na região. A implementação do UniVisa pretende unificar os procedimentos de entrada, permitindo que um único documento dê acesso aos 16 Estados-membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). A medida é vista como um catalisador para o desenvolvimento do sector do turismo e captação de receitas para as economias locais.
Durante a Feira de Turismo e Hospitalidade em Francistown, o Ministro do Ambiente e Turismo do Botsuana, Wynter Mmolotsi, destacou a urgência desta reforma. Segundo o governante, as dificuldades na obtenção individual de vistos para países como Botsuana, Zimbábue e Zâmbia evidenciam a necessidade de uma solução conjunta. Com o SADC UniVisa, o viajante terá a facilidade de solicitar apenas uma autorização para explorar toda a África Austral.
Angola na linha da frente da fase piloto
Para testar a eficácia e a segurança do novo sistema antes do seu alargamento definitivo, foi seleccionado um grupo restrito de países para o projecto-piloto. Angola, Namíbia, Zimbábue, África do Sul e Moçambique serão as primeiras nações a adoptar o SADC UniVisa. Esta fase experimental servirá para afinar os mecanismos de partilha de informação migratória e garantir a segurança das fronteiras nacionais.
Este modelo de integração replica, a uma escala maior, o sucesso já alcançado com o UniVisa Kavango-Zambeze. Este projecto menor permite actualmente a livre circulação de turistas elegíveis entre a Zâmbia e o Zimbábue, com a possibilidade de visitas diárias ao Botsuana através de postos fronteiriços específicos. A transição para um modelo regional alargado representa um marco histórico para a integração económica e cultural da SADC.
