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Projecto de táxis: Riquinho nega burla, mas projecto continua envolto em incertezas

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O empresário Henrique Miguel, conhecido como Riquinho, rejeitou as acusações de burla no âmbito do processo de aquisição e distribuição de viaturas para o sector dos táxis. No entanto, o projecto continua envolto em dúvidas, sobretudo devido aos atrasos, à dimensão das promessas e à ausência de garantias claras para os beneficiários.

Apesar de anunciar um plano ambicioso de 945 viaturas, o empresário admite que apenas cinco unidades do modelo Hiace foram entregues até ao momento, numa primeira fase que permanece longe de corresponder às expectativas criadas junto das associações e cooperativas de taxistas.

Riquinho justifica o atraso com dificuldades estruturais, apontando a falta de capacidade industrial no país e os elevados custos de importação. Segundo explica, os veículos disponíveis no mercado rondam os 40 milhões de kwanzas, enquanto os bancos financiam apenas cerca de 25 milhões, criando um défice significativo para os interessados.

Ainda assim, o projecto depende da entrada de novas instituições financeiras, o que levanta incertezas quanto à sua viabilidade e calendário de execução. O próprio empresário admite que a concretização poderá arrastar-se até 2026 ou 2027, prolongando a espera de milhares de potenciais beneficiários.

Outro ponto que gera questionamentos prende-se com o facto de Riquinho afirmar que a sua participação é voluntária e sem compromissos contratuais directos com os taxistas, o que pode fragilizar a responsabilização em caso de incumprimento.

O empresário defende a redução de impostos, como direitos aduaneiros e IVA, para tornar as viaturas mais acessíveis, e garante que o processo está a ser tratado com várias entidades, incluindo bancos, concessionárias e órgãos do Estado. No entanto, reconhece que o projecto ainda não recebeu resposta da Presidência da República, para onde foi submetido há vários meses.

Face à pressão e às críticas, Riquinho admite que os interessados podem abandonar o projecto, reforçando que aqueles que permanecerem deverão aguardar pela sua concretização.

O caso levanta questões sobre a gestão de expectativas no sector dos táxis e sobre a necessidade de maior transparência e garantias em iniciativas que envolvem financiamento, mobilidade urbana e impacto social significativo.

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