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Sociedade

Professores são os que mais aderiram à greve geral na função pública

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No primeiro dos três dias da primeira fase da greve geral na função pública, os professores na província da Lunda Sul foram os que registaram maior adesão. A informação foi avançada pela Central Geral dos Sindicatos Independentes de Angola (CGSILA), naquela região do país.

O secretário provincial do SINPROF e porta-voz dos sindicatos locais, Paixão Lima, referiu que 99% dos professores na Lunda Sul aderiram à greve.

“Como sempre, o sector da Educação é o que mais se destaca quando se trata da greve, porque são eles que sentem mais peso, no salário, de todas as condições de trabalho que nós reclamamos. Por isso estamos em 99% de adesão dos professores na Lunda Sul”, afirmou.

Entretanto, o porta-voz da greve na Lunda Sul referiu que os sectores da saúde é da energia registaram uma fraca adesão dos seus profissionais à greve, “eles receberam uma mensagem negativa contrária a do próprio secretário geral provincial da UNTA”.

Disse ainda que existe, na província, os chamados sindicatos amarelos que vêm contrariar a vontade da maioria, persuadindo os trabalhadores a não aderirem à greve.

“Se sentem que estão mais motivados porque os seus salários são diferente dos outros. Lamentamos, mas os benefícios quando vêm é para todos”, exortou.

O director arquidiocesano das escolas católicas na província da Lunda Sul, Padre Manuel Munoholo, confirmou, ontem, a ausência total de professores em todas as escolas católicas na província.

“As escolas católicas são escolas público-privadas, então tudo aquilo que vier dos sindicatos, dos gabinetes provinciais, a gente tem de acatar, até porque os professores são da função pública, são efectivos do Ministério da Educação, e portanto estão a viver aquilo que todos os professores e outros trabalhadores da função pública estão a viver. Como podem ver, estamos tudo as moscas. Todos os professores e não Só, também o pessoal administrativo também aderiu à greve”, referindo as escolas do ensino primário, secundário e do segundo Ciclo do ensino secundário.

Os trabalhadores da função pública declararam na semana passada uma greve geral para exigir do governo aumento do valor de pagamento de salários.

A primeira fase da greve, decorre de 20 a 22 de Março, mantendo, em obediência à Lei, o funcionamento dos serviços mínimos.

Caso o governo não atenda às exigências da classe trabalhadora, a greve deverá entrar na segunda fase, de 22 a 30 de Abril próximo. A terceira fase da grave, de acordo com o cronograma, está agendada para o período que vai de 3 a 14 de Junho do corrente ano.