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Sociedade

Professores enfrentam longas filas para teste de covid-19 em Luanda

António Cassoma

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O primeiro dia de arranque de testes em massa dos mais de três mil professores do ensino geral, programado para a província de Luanda, foi marcado pela desorganização, aglomeração, sem o mínimo de distanciamento exigido pelas autoridades, reclamações e longas filas, cenário que se observou na manhã desta quarta-feira, 30, onde foram testados aleatoriamente mais de mil professores.

De acordo com o coordenador de resposta rápida do covid-19 do município de Luanda, Nelson Xavier, em entrevista ao Correio da Kianda, fez saber que o aglomerado e a desorganização no primeiro dia foi devido um mal entendido por parte dos professores não residentes em Luanda, que acorreram ao INE-Marista para efectuarem a testagem à covid-19 e regressarem às suas respectivas províncias.

“O serviço estava bem organizado nas primeiras horas, depois de se ter passado uma informação de que os professores que não trabalham em Luanda, não seriam testados ontem, instalou-se a confusão”, justificou.

O responsável deu a conhecer que neste primeiro dia seriam testados mais de mil professores. “Para quarta estivemos preparados para um total de mil e quinhentos testes e na quinta-feira, mais mil e quinhentos, porque foram preparados para Luanda, três mil”, disse.

O nosso jornal ouviu professores no local, que manifestaram o seu descontentamento com o baixo nível de organização.

“Isso está mal. Conforme está podemos ser infectados pelo novo coronavírus. Há muita desorganização. Isto teria sido feito por cada delegação municipal e não aglomerando”, disse uma professora da escola 3062 do município de Cazenga.

Por sua vez, o professor Ricardo Raul, da escola-3050, diz estar bastante furioso seis horas depois de ser informado que os testes terminaram. “Disse que os reagentes terminaram estamos aqui agitados, aguardando até que se resolva o assunto”, o docente mostrou-se preocupado com o tempo de testagem que são dois para um número de mais de três mil professores da capital.

Já o professor Mieze Manuel Pedro Ngamba, um dos que foi testado neste primeiro dia, afirmou que apesar da enchente, diz estar feliz por ter sido testado e aguardando com expectativa os resultados e, se der negativo, já na segunda-feira, começa a trabalhar.

Para os professores não residentes na província de Luanda, de acordo com o coordenador de resposta rápida do covid-19 do município, farão testes rápidos, que possibilitarão os mesmos regressarem aos seus locais de serviço, após o pronunciamento do secretário de estado para a saúde pública, Franco Mufinda..

O Correio da Kianda constatou no local, até às 13 horas, foram testados 70 professores,  que segundo o coordenador de resposta rápida do covid-19 do município de Luanda, saberão dos resultados depois de 78 horas.

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