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Economia

Produção petrolífera nacional a um passo da meta da OPEP

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A produção diária de petróleo em Angola de 1,6 milhões de barris está próximo de atingir a meta estabelecida pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) de um milhão e 678 mil barris/dia, anunciou nesta segunda-feira, o representante angolano na Organização de Produtores de Petróleos Africanos (APPO), Estêvão Pedro.

O responsável, que falava na reunião extraordinária do comité de peritos da APPO, que decorre em Luanda, referiu ser necessário haver maior investimento para se atingir a meta estabelecida no domínio da produção petrolífera.

Salientou que o preço actual do barril de petróleo no mercado internacional é satisfatório, fruto de uma medida que surgiu devido à  redução dos excessos de produção adoptada pela OPEP e outros países.

O representante angolano disse que APPO pretende atingir a estabilização do mercado em termos de produção, para haver preços justos e permitir que a organização possa responder aos desafios actuais.

Consta igualmente das propostas da organização, o reforço dos laços entre os países membros, desenvolver projectos comuns e torná-la cada vez numa organização da qual os países produtores de petróleo africano se orgulham.  

Na ocasião, o secretário de Estado dos Petróleos, Paulino Jerónimo, ao se referir ao actual do preço do petróleo no mercado internacional, disse que o cenário obriga a todos operadores e empresas de prestação de serviços a serem cada vez mais engenhosas na procura de soluções para redução de custos, sem comprometer a produção e tornar as operações mais eficientes.

Acrescentou que a baixa do preço do petróleo tem imposto uma mudança de paradigma e a grandes desafios que podem refrear investimentos, quer na pesquisa, quer no desenvolvimento de novos campos.

Disse ser necessário encontrar um ponto de equilíbrio, para evitar o risco de assistir a um abrandamento sem precedentes, devido à medida tomada que visa o adiamento de alguns projectos neste sector, por razões de económicas no actual cenário do preço do petróleo.

Por sua vez, o secretário executivo da APPO, Mahaman Gaya, adiantou que a estratégia de implementação da reforma da estrutura e de recapitalização do fundo da APPO, para a cooperação técnica, abordado neste encontro, serão submetidos à apreciação e decisão do conselho de ministros da APPO, a ter lugar no próximo dia 19 (sexta-feira).

Acrescentou que estes instrumentos são cruciais para a conclusão da reforma em curso na organização e vai corresponder aos desafios actuais da indústria petrolífera.

Referiu  que a  reforma visa adequar a organização, rever a missão e adaptá-la ao novo contexto petrolífero internacional e suprir as necessidades energéticas do continente africano.

O Mahaman Gaya afirmou que África tem muitos recursos energéticos, mas enfrenta carência neste domínio.

Criada há 31 anos como plataforma de cooperação, colaboração e intercâmbio de experiências entre os seus membros, a  APPO sucede a Associação dos Países Africanos Produtores de Petróleo (APPA) e é constituído por 18 países do continente e tem como membros fundadores Argélia, Angola, Benin, camarões, Congo, Líbia e Nigéria.

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