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Economia

Prodesi rendeu cerca de KZ 730 mil milhões e mais de 54 mil empregos directos

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Cerca de 730 mil milhões de kwanzas e mais de 54 mil postos de trabalho é o saldo positivo do programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição de Importações (Prodesi) em 2020. Os dados foram apresentados na manhã desta segunda-feira, 28, em Luanda, pelo Ministério da Economia e Planeamento.

O ministro da Economia e Planeamento, Sérgio dos Santos, que presidiu o acto, considerou o ano 2020 positivo, no que as acções do Prodesi dizem respeito, apesar de no seu entender, haver ainda aspectos que podem ser melhorados, tendo dito que deposita “grande esperança nos sectores do turismo e da agricultura”, para o sucesso do programa.

Entretanto, Sérgio dos Santos reconheceu “o papel importante” que a media teve para que as pessoas e as instituições, sobretudo bancárias, pudessem acreditar na eficácia do Prodesi. “São os media, convencionais e principalmente os digitais que ajudaram para a mudança de atitude” no sector da economia, referiu, para que a banca acreditasse e concedesse créditos aos empresários nacionais.

O balanço abrangeu os cinco eixos das acções que foram desenvolvidas em 2020 no âmbito do Prodesi. Segundo o Secretário de Estado para a Economia, Mário Caetano João, que procedeu a apresentação dos resultados de todas as acções implementadas no ano que finda, o primeiro acho, o acesso ao crédito, 55,1% dos 1199 projectos submetidos à banca foram aprovados, perfazendo um total de 476 milhões de kwanzas. Os referidos valores foram aplicados na aquisição de insumos agrícolas e das pescas, bem como para a compra de bens de consumo de origem nacional.

Na linha do alívio económico gerido pelo Fundo de Apoio ao Crédito (FACRA), as operadoras de microcrédito (OMC) financiaram, segundo Mário Caetano João, um total de Kz 1102 milhões de kwanzas, à cerca de 756 projectos de microcrédito. As províncias do Huambo (457), Luanda (136), Huíla (70) e Benguela (70) são as que mais viram projectos aprovados.

O Secretário de Estado para a Economia disse que estes projectos causaram um impacto positivo no volume de negócio e também no mercado de emprego em 2020, com a geração de 727 mil milhões de kwanzas e um total de 54 241 empregos directos.

Em termos de distribuição geográfica, Luanda é a província com maiores resultados, ao observar 23 mil 844 novos postos de trabalho e 447.16 mil milhões de kwanzas em volume de negócio.

Mário Caetano João disse ainda que em termos de sectores, a indústria transformadora, o comércio e indústria, indústria alimentar e de bebidas, bem como a pecuária, foram os que mais se destacaram no ano 2020, a nível do Prodesi.

Quanto a produção alimentar o Secretário de Estado para a economia citou o abacate, o algodão, o amendoim, o ananás e a aquicultura como sendo aqueles que obtiveram os maiores volume, numa lista onde estão os 24 produtos mais produzidos no ano que está a findar.

Segundo o governante, estes “produtos estratégicos” constam de um conjunto de planos de negócio que servirão de base aos estudos de viabilidade que serão apresentados à banca comercial.

Atingida a meta do Programa de Desenvolvimento Nacional

Sobre o eixo de acesso ao mercado interno, Mário Caetano João disse que foram atingidos os marcos dos indicadores definidos para Portal da Produção Nacional (PPN), ao registar 1033 contratos de compra futura, quando o planeado no início da implementação é de 1000 contratos.

Os mesmos foram rubricados ao abrigo do Decreto Presidencial 23/19 e no âmbito dos Operadores de Comércio e Distribuição, com as direcções nacionais do comércio externo, da industria, pescas e aquicultura, entre outros.

Nas 51 semanas de 2020 a economia angolana registou um rendimento de 37 milhões de dólares com a exportação do clinquer, cerveja, açúcar, fraldas descartáveis, sumos e refrigerantes, cimento, banana embalagens de vidro, farinha de trigo e guardanapos.

Em termos de destino, o secretário de Estado para a Economia apresentou a lista dos 10 maiores destinos dos produtos saídos de Angola, com a República Democrática do Congo a liderar com um volume de 20. 174. 585 milhões de dólares, seguida da República do Congo com 6.277.564 dólares, e os camarões a fechar o top 3 com um volume de 6.277 564 de dólares americanos.

Os produtos saídos de Angola destinaram-se igualmente às repúblicas de São Tomé e Príncipe, Portugal, Brasil, Namíbia, Espanha, China e para a África do Sul.

Já no capítulo das importações, as 471 mil toneladas de arroz, 184 mil toneladas de óleo de palma e 187 mil toneladas de frango, perfizeram um total de 47% dos produtos importados, em 2020. Mário Caetano João avançou que o valor global gasto nas importações é de 1420 milhões de dólares, onde o arroz, o óleo de palma e o frango representaram respectivamente 21%, 14% e 12%.

Para 2021, Mário Caetano João avançou que prevê-se, para o primeiro semestre, dar continuidade às linhas de financiamento das Cooperativas e de OCDs, acompanhamento aos projectos financiados no âmbito das Medidas do Alívio Económico, a melhoria do Programa de Apoio ao Crédito (PAC), com base nas lições aprendidas, numa perspectiva de complementaridade ao AVISO 10.

A dinamização da organização de feiras provinciais para torná-las referência e um pólo agregador de valor, o registo de 10.000 produtores no portal do produtor nacional, a reformulação do projecto da marca ‘Feito em Angola’, e a continuação dos programas de capacitação das cooperativas e gestores, constam igualmente das acções, que o Secretário de Estado prometeu para o ano 2021, no âmbito do programa de apoio à produção, diversificação das exortações e substituição de importações (Prodesi).