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Procurador do TPI pede mandado de captura para Netanyahu e líder do Hamas

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Guerra entre Israel e o Hamas, grupo que governa a Faixa de Gaza, já faz oito meses, tendo iniciado pelo Hamas a 07 de Outubro de 2023, quando realizou um ataque surpresa contra Israel, do qual foram mortas mais 1.200 pessoas, entre civis e militares. Entretanto, os judeus reagiram de forma brutal e tida como desproporcional.

O procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI), Karim Ahmad Khan, pediu que sejam emitidos mandados de captura contra o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o líder do Hamas, Yahya Sinwar.

A medida estende-se também ao ministro da Defesa, Yoav Gallant, e a Mohammed Diab Ibrahim al-Masri, líder das Brigadas Al Qassem, e Ismail Haniyeh, líder político do Hamas.

Entre outros crimes, o TPI acusa Netanyahu e Gallant dos crimes de fome de civis como método de guerra; Causar intencionalmente grande sofrimento ou ferimentos graves no corpo ou na saúde ou tratamento cruel como crime de guerra; Homicídio voluntário ou homicídio como crime de guerra; Dirigir intencionalmente ataques contra uma população civil como crime de guerra;

Extermínio e/ou assassínio, incluindo no contexto de mortes causadas pela fome, como crime contra a humanidade; bem como Perseguição como crime contra a humanidade.

Já Sinwar, al-Masri e Haniyeh, vão responder por Extermínio como um crime contra a humanidade; Homicídio como crime contra a humanidade e como crime de guerra; Tomada de reféns como crime de guerra; Violação e outros atos de violência sexual como crimes contra a humanidade e também como crimes de guerra, no contexto do cativeiro; Tortura como crime contra a humanidade e também como crime de guerra, no contexto do cativeiro; Outros atos desumanos como crime contra a humanidade, no contexto do cativeiro; Tratamento cruel como crime de guerra, no contexto do cativeiro; e Ultrajes à dignidade pessoal como crime de guerra, no contexto do cativeiro.

Entretanto, Israel já reagiu às pretensões do procurador Karim Ahmad Khan, classificando-a como hipócrita.

A primeira reacção israelense foi transmitida pelo ministro das Finanças Bezalel Smotrich. O governante afirmou que “todos os israelitas devem sentir como se houvesse mandados de captura contra eles próprios”.

Bezalel Smotrich acrescentou ainda que a decisão de Haia mostra “hipocrisia e ódio contra os judeus”.