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Primeiro Satélite do país entra em órbita até Setembro próximo

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O primeiro satélite angolano, vulgo Angosat-1, entra já em órbita estacionária no III trimestre deste ano, depois de 36 meses da sua construção, pela empresa Russa RSC Energia, anunciou  em Benguela, o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha.

O governante que trabalhou nesta cidade no quadro da apresentação do Projecto Angosat-1 à comunidade académica da Universidade Katyavala Bwila, orientou uma palestra na Mediateca local, intitulada “O Angosat-1: Desafios, benefícios e oportunidades”, onde anunciou a conclusão da sua construção e das respectivas infraestruturas de apoio em terra, nomeadamente o seu centro principal de apoio instalado na Funda, em Luanda. 

Segundo o o ministro, com a conclusão das obras do Centro de Controlo e Missão (MCC, sigla em inglês) no país, que terá a função de controlar, rastrear, recepcionar e processar os dados de telemetria enviados pelo satélite Angosat-1, Angola alicerçou as bases para figurar entre as nações detentoras de tecnologia e conhecimento espacial.

José Carvalho referiu que em África, Angola vai situar-se como o quinto país detentor de tecnologia espacial, depois da África do Sul, Argélia, Egipto e Nigéria. 

Salientou que, o projecto que resulta da resolução nº 2/06, de 11 de Janeiro, do Conselho de Ministros, faz parte do Programa Espacial Nacional que visa a criação de competências nacionais no domínio das de comunicações por via satélite, custou Usd 260 milhões, além de outros seis milhões destinados a construção das infraestruturas terrestres já executadas.

Deu a conhecer que, o projecto, cujo estudo contou com o concurso de empresas russas, designadamente a Rosoboronexport, RSC Energia (construtora) e Telekom-Project-5, terá 15 anos de vida útil, mais três outros de tolerância, o que perfaz 18 anos de utilidade. 

De acordo com o responsável, para o caso específico do Angosat-1, foram já formados 52 especialistas que vão assegurar a operacionalização e controlo do satélite, nas áreas de engenharia e tecnologia espacial, nos graus de licenciatura, mestrado e doutoramento.    

 Questionado sobre as garantias ou fiabilidade de segurança, uma vez que um outro centro de controlo encontra-se na Rússia, o ministro Carvalho da Rocha informou que logo na concepção do projecto a parte construtora pediu que Angola, como dona da obra, assumisse o lado da fiscalização.

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