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Primeiro-ministro do Mali apela à calma após queda de Kidal e morte do ministro da Defesa

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O primeiro-ministro do Mali, Abdoulaye Maïga, apelou esta segunda-feira, 27, à população para manter a calma e “não ceder ao pânico”, na sequência de uma escalada de violência no norte do país que resultou na queda da cidade estratégica de Kidal e na morte do ministro da Defesa, Sadio Camara.

Em declarações à emissora estatal ORTM, o chefe do Governo afirmou que os atacantes pretendem “tomar o poder desmantelando as instituições da República”, sublinhando, contudo, que o Estado maliano continuará a resistir.

Após visitar feridos em Kati, Maïga garantiu que o Mali “não se deixará intimidar” e assegurou que as forças de segurança estão a analisar os acontecimentos para reforçar as suas posições e evitar novos ataques.

A cidade de Kidal, considerada um ponto estratégico e simbólico no norte do país, foi capturada após dois dias de intensos combates envolvendo grupos jihadistas e movimentos separatistas tuaregues. Segundo autoridades locais, as forças malianas e os seus aliados russos retiraram-se da zona, permitindo que combatentes da Frente de Libertação de Azawad (FLA) e do grupo JNIM, ligado à Al-Qaeda, assumissem o controlo da cidade.

A perda de Kidal representa um revés significativo para o governo militar do Mali, num contexto de instabilidade crescente no norte do país.

A situação agravou-se com a morte do ministro da Defesa, Sadio Camara, vítima de um atentado com carro-bomba ocorrido no sábado. O líder da junta militar, general Assimi Goïta, não foi visto em público desde o início dos confrontos, o que tem alimentado incertezas sobre a estabilidade política do país.

O primeiro-ministro Abdoulaye Maïga, figura central do governo de transição, já havia representado o Mali em fóruns internacionais, incluindo uma intervenção na COP29, realizada em Baku, Azerbaijão, em novembro de 2024.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.

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