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Primeiro-ministro da Hungria dá ao Presidente prazo até à meia-noite para se demitir

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O primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, deu um ultimato ao Presidente da República, Tamás Sulyok, fixando a meia-noite deste domingo, 31, como prazo limite para a sua demissão.

Segundo declarações publicadas nas redes sociais e citadas pela imprensa internacional, o chefe do Governo ameaçou deslocar-se ao Palácio Presidencial na segunda-feira 01, caso o Presidente não abandone o cargo, num agravamento da tensão política em Budapeste.

O novo primeiro-ministro exige a demissão de Tamás Sulyok por o considerar cúmplice do sistema político do antigo chefe do Governo, Viktor Orbán.

Referir que esta decisão surge após a vitória eleitoral do partido Tisza nas eleições legislativas de 12 de abril, que colocou fim a 16 anos de governação associada a Viktor Orbán e abriu um processo de reconfiguração do Estado húngaro.

Entretanto, o Presidente da República solicitou à Comissão de Veneza, órgão consultivo do Conselho da Europa em matéria constitucional, uma avaliação jurídica da situação.

A imprensa europeia noticia que este procedimento é frequentemente utilizado em momentos de tensão institucional nos Estados-membros da União Europeia.

Já o novo Governo admite avançar com reformas constitucionais estruturais, incluindo a eventual introdução de eleições presidenciais diretas, o que alteraria o atual modelo institucional da Hungria.

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