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Economia

Primeira fase do PROPRIV garante 2.763 postos de trabalho directos

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O Ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, considerou ontem, em Luanda, os cerca de 2.763 postos de trabalho directos, resultantes da criação de 1.233 novos postos de trabalho e a manutenção de 1.530 postos de trabalho em risco eminente, um indicador plausível do sucesso da implementação do Programa de Privatizações de Activos (PROPRIV), iniciado em Agosto de 2019.

Manuel Nunes Júnior, de acordo com o Jornal de Angola, teceu estas considerações no seu discurso de encerramento da Cerimónia de Apresentação da Extensão do Programa de Privatizações para o período 2023-2026, salientando que os resultados referentes ao período 2019 a 2022 permitem aferir maior eficiência das unidades alienadas e a manutenção de empregos que poderiam estar em causa caso as empresas visadas não tivessem sido reconduzidas para um caminho de recuperação e de eficiência.

O chefe da Equipa Económica referiu entre os principais objectivos do PROPRIV, além de tornar as empresas cada vez mais eficientes, o de promover o crescimento de Angola através do investimento privado, o aumento dos níveis de emprego, promover uma maior disponibilização de produtos e serviços, contribuindo, assim, para a melhoria do bem -estar e da qualidade de vida dos cidadãos.

Manuel Nunes Júnior valorizou os dados apresentados pelo PCA do IGAPE, Patrício Vilar, segundo os quais “já foram privatizados 92 activos, com perspectiva de privatizar mais 73 até 2026” ao dizer que e “com os resultados alcançados até agora com este programa e podemos afirmar que o mesmo está a cumprir os objectivos pelos quais foi criado”.

Os dados apresentados pelo Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) revelam ainda que o Proprive resultou na celebração de contratos que ascendem os 953.97 mil milhões de kwanzas, dos quais foram recebidos 568.77 mil milhões de kwanzas, além da criação de 2.763 postos de trabalho directos, entre novos e a manutenção de antigos, fruto da operacionalização de activos do sector Produtivo, do Comércio, Hotelaria e Turismo que se encontravam paralisados ou a funcionar abaixo do seu potencial.

Entre os activos a privatizar, segundo avançou o ministro de Estado, constam 21 empresas de referência nacional, 15 empresas participadas e activos da Sonangol, 17 unidades industriais da Zona Económica Especial Luanda-Bengo (ZEE) 20 outros activos e empresas, tendo lembrado que a história económica recente de Angola tem registo de processos de privatização de activos do Estado, mas que, na maior parte, não tiveram o sucesso pretendido.

“Desta vez, este processo tem sido conduzido de forma transparente e concorrencial, seguindo procedimentos claros e rigorosos, fazendo com que o mesmo ganhe a confiança dos agentes económicos. Esta confiança é fundamental para que os agentes económicos, quer nacionais, como estrangeiros continuem a aderir a este importante programa do nosso Executivo. Ninguém investe onde não há confiança, pois a confiança é o factor fundamental no mundo dos negócios”, asseverou.