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Politica

Presidente João Lourenço entre os africanos mais influentes

O Presidente da República, João Lourenço, o economista guineense Carlos Lopes e a gestora sul-africana Maria Ramos, integram a lista dos 100 africanos mais influentes de 2019.

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A lista, elaborada pela “África Report”, do grupo de comunicação “Jeaune Afrique”, foi publicada na edição de Abril-Maio-Junho, e destaca que João Lourenço, ocupa a 82ª posição, com a revista a considerar que “a nova vassoura de Angola ainda está a varrer os restos do antigo regime corrupto”.

A publicação aponta que o Chefe de Estado Angolano tem “muito trabalho a fazer” para fortalecer uma economia muito dependente das receitas do petróleo, considerando que haverá muitos desafios para provar se o Presidente está à altura da tarefa.

Na lista inclui, também, Carlos Saturnino, actual presidente do Conselho de Administração da Sonangol, que ocupa o 99º lugar. A “Africa Report” considera que a actual liderança da Sonangol, que teve lucros de 17,7 mil milhões de dólares, em 2018, dá-lhe uma “enorme influência” na trajectória de crescimento do país.

Na 85ª posição está o economista guineense Carlos Lopes, ex-presidente da Comissão Económica das Nações Unidas para África e, actualmente, professor na Universidade da Cidade do Cabo, África do Sul, onde lecciona uma cadeira sobre governação. A revista destaca o seu trabalho na promoção de uma Zona Livre de Comércio (ZLC) em África, apontando que actualmente dedica-se à análise de como o “Green New Deal” pode ser aplicado em África.

A gestora sul-africana Maria Ramos, natural de Lisboa, e que em Janeiro anunciou a saída da presidência de um dos maiores grupos financeiros africanos (Absa Group Limited), com sede em Joanesburgo, ocupa a 32ª posição. A revista considera que Maria Ramos “precisa de um desafio novo”, e adianta que na África do Sul são muitos os que especulam sobre o “papel central” que ela pode ter num eventual novo governo do Presidente Cyril Ramaphosa, após as eleições de Maio.

Maria Ramos desempenhou o cargo de diretora-geral do Ministério das Finanças, entre 1996 e 2003, no mandato do Presidente Nelson Mandela, tendo sido nomeada para o cargo de presidente do Grupo Absa, em Março de 2009, após dirigir a estatal de transportes sul-africana, Transnet, desde Janeiro de 2004.

Africano mais rico

A lista é encabeçada pelo nigeriano Aliko Dangote, o africano mais rico do mundo, com uma fortuna estimada em 10,3 mil milhões de dólares, e inclui nomes como o do empresário sul-africano da Tesla, Elon Musk, em segundo lugar, o co-laureado com o Nobel da Paz, em 2018 e cirurgião congolês, Denis Mukwege, em 19º lugar, o empresário britânico de origem sudanesa, Mo Ibrahim, em 21º lugar, o actor britânico de origem ghanesa, Idris Elba.

A autora e intelectual nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie é a africana mais influente, ocupando a quarta posição, numa lista em que constam outras mulheres como a actriz Lupita Nyongo, do Quénia, em 42ª posição, e a secretária executiva da Comissão Económica das Nações Unidas para África, Vera Songwe, dos Camarões.

 

C/ JA

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