Connect with us

Politica

Presidente da UNITA descreve Salupeto e Mango como Homens Excepcionais

Published

on

O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior descreveu hoje, em Luanda, Elias Salupeto Pena e Adolosi Alicerces Mango, como Homens Excepcionais.

Costa Júnior afirmou estas palavras nesta quinta-feira (17), em Luanda, no Complexo Sovismo, em Viana, durante o acto solene de homenagem aos antigos dirigentes Adolosi Mango Paulo Alicerces, ex-secretário-gerale e Elias Salupeto Pena, então representante da UNITA na Comissão Conjunta, mortos em Luanda, em 1992, sequência das escaramuças ocorridas em Luanda, na crise pós-eleitoral de 1992.

 “Não há palavras suficientes para elogiar e descrever a grandeza de homens que a dado momento do desenvolvimento da humanidade olharam para a história e perceberam haver necessidade do seu envolvimento para corrigir o curso dos acontecimentos da sua sociedade, entregando-se à luta, até doar as suas próprias vidas para o benefício de todos. Estes foram Homens Excecionais”, disse o Presidente da UNITA, na sua mensagem de elogio fúnebre aos altos dirigentes do partido.

“Falar de Adolosi Mango Paulo Alicerces é reflectir aquele homem de características notavelmente nobres, e de uma intelectualidade de fibra muito fina. Tinha postura incomparável no ser, no estar, no vestir, no falar, no olhar, enfim; uma pessoa singular. Muito rigoroso e exigente para consigo próprio, e para com os outros; fossem eles colegas ou colaboradores, era corajoso e exercia a necessária autoridade e firmeza e todas as dimensões da sua actuação, tanto no trabalho como fora dela”.

“Inteligente dinâmico e muito habilidoso não tinha dificuldades de mudar de funções. Aliás, os seus contemporâneos dizem mesmo que, Mango Alicerces acabou por ser o que foi, não por mero acaso, mas sim porque resultou de uma educação programada para a formação de gente qualificada e destinada a servir. Como pessoa era amigo e homem de trato fácil”, disse o Presidente da UNITA.

Para o líder da UNITA Salupeto Pena foi um homem intelectual, corajoso e tenaz, voluntarioso, era dotado de um afincado sentido de responsabilidade.

“Intelectual, corajoso e tenaz, voluntarioso, era dotado de um afincado sentido de responsabilidade. Estou a falar agora de Elias Salupeto Pena. E, traduzir aquele homem que, descendendo de famílias guerreiras, e tendo testemunhado a perseguição, a prisão e morte dolorosa do seu avô, Loth Malheiro Savimbi, nas mãos do colonialismo português, tornou-se um interprete de um incontido sentido de revolta contra qualquer forma de opressão”.

“Bastante zeloso punha as suas habilidades ao serviço do bem de todos: na família, no trabalho e em qualquer outra circunstância de convivência colectiva. Gostava de partilhar com todos os seus colaboradores o solo dos conhecimentos do seu rico universo intelectual. Apesar do rigor com que gostava de ver as coisas feitas, era um homem de trato fácil na lida do dia-a-dia, granjeando desta forma simpatia e amizade de todos os que o circundavam superiores ou subalternos”.

Para Adalberto Costa “tal como tivemos a oportunidade de ouvir ao longo da leitura das biografias dos nossos heróis e mártires, não foi por acaso que, eles fizeram um percurso militante tão brilhante, e cheio de cargos de responsabilidades: ser-se Director Geral da Instrução Militar das FALA, encarregado da formação político de quadros, Comandante Militar, Chefe de Departamento de quadros, Director do Centro de Estudos Comandante Kapesi Kafundanga, Director do Gabinete do Presidente e Auto-Comandante das Fala, Representante do Partido na República Federal da Alemanha e Portugal, e Secretário-Geral do Partido (caso de Alicerces Mango)”;

“Director da Mobilização Clandestina da Juventude, encarregado dos estudantes do Partido no Exterior, Diplomata com dimensão Pleno e Potenciaria, Secretário-Nacional para a Agricultura e Pecuária; Chefe da Direcção Geral de Abastecimento e Chefe Adjunto da Delegação Negocial da UNITA em Bicesse e finalmente Chefe da Delegação da UNITA na Comissão Conjunta Político-Militar, tal é o caso de Salupeto Pena”.